O que Leonardo da Vinci pensa sobre o Metaverso?

Autor: Paulo Milet

 

Com todo esse movimento e discussões sobre as mudanças vislumbradas para os próximos anos com o METAVERSO, e uma nova visão impactando a “realidade”, fiquei curioso para conhecer a opinião de um dos maiores especialistas em artes e tecnologia da história.  Assim, consegui (PM) uma entrevista inédita com Leonardo da Vinci (LV) sobre essa novidade, que preconiza que vamos poder “entrar” no Metaverso, e que lá, poderemos andar, correr, viajar, construir, criar, comprar, estudar, trabalhar, brincar e conviver com pessoas de todas as partes do mundo (ver artigo meu anterior).

Veja abaixo a entrevista.

(PM) Bom dia Leonardo! Gostaria de conversar um pouco com você que habita atualmente esse universo esotérico paralelo ao nosso e quero saber o que você acha desse tal de Metaverso que o pessoal está inventando. Será que vai dar certo?

(LV)  “Tudo que está no plano da realidade já foi sonho um dia”.

(PM) Mas existem muitas críticas. Muitos acham que pode ser uma fuga da realidade ou então usado para o mal.

(LV) “Se o pintor deseja ver belezas que o encantem, está em seu poder criá-las, e se deseja ver monstruosidades assustadoras, ridículas ou verdadeiramente lamentáveis, ele é o senhor e Deus delas”.

(PM) No Metaverso você vai poder andar, correr, reunir, mergulhar e até testar seus inventos, o helicóptero, o paraquedas, voar…

(LV)  “Depois de experimentar o vôo, você caminhará para sempre pela terra com os olhos voltados para o céu, pois lá esteve e sempre desejará retornar”.

(PM) Um ponto chave são os sensores em todo o corpo e nas roupas, botas, óculos, pulseiras e assim poderemos sentir tudo no Metaverso.

(LV)  “Os cinco sentidos são os guias da alma “, mas ” A função do músculo é puxar e não empurrar, exceto no caso dos órgãos genitais e da língua”

(PM) Mesmo? Espero que eles tenham pensado e estudado isso bastante.

(LV) ” Quem pensa pouco, erra muito” e “Pouco conhecimento faz com que as pessoas se sintam orgulhosas. Muito conhecimento, que se sintam humildes”.

(PM) Então esses que criticam devem experimentar antes de criticar?

(LV) “A experiência nunca falha, apenas as nossas opiniões falham, ao esperar da experiência aquilo que ela não é capaz de oferecer” e, de todo modo, ” Há três tipos de pessoas: as que vêem, as que vêem quando lhes é mostrado e as que não vêem”.

(PM) Será que vai ser bom para a Educação? Para aprender? Você mesmo poderia ensinar desenho, pintura, escultura, arquitetura, ciência, música, matemática, engenharia, literatura, anatomia, geologia, astronomia, botânica e cartografia para milhares de alunos e ainda testar seus inventos…

(LV)  “Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende”. “O prazer mais nobre é a alegria de compreender”.

(PM) Será bom ficar conectado desse modo? Lá dentro do Metaverso?

(LV)  “Princípios para o desenvolvimento de uma mente completa: Estude a ciência da arte. Estude a arte da ciência. Desenvolva seus sentidos – especialmente aprenda a ver. Perceba que tudo se conecta a tudo o mais”. ” Para estar junto não é preciso estar perto, e sim do lado de dentro. “

(PM) Fico pensando quanto você iria ganhar em NFTs com seus quadros e pinturas geniais!

(LV) “A mais nobre paixão humana é aquela que ama a imagem da beleza em vez da realidade material. O maior prazer está na contemplação”.

(PM) Os projetistas, desenvolvedores e criadores desses ambientes do Metaverso são artistas, poetas, pintores como você. Não?

(LV) ” A pintura é a poesia que é mais vista do que sentida, e a poesia é a pintura que é mais sentida do que vista. O pintor tem o Universo na mente e nas mãos. O artista vê o que os outros apenas vislumbram “. “O gênio do pintor há-de se apossar de todas essas coisas para criar composições diversas: luta de homens e de animais, paisagens, monstros, demônios e outras coisas fantásticas. Tudo, enfim, servirá para engrandecer o artista “.

(PM) Isso vai gerar muito trabalho e novos empregos. Tanto para os que constroem os equipamentos (hardware) quanto para os que desenvolvem as soluções (software), não acha?

(LV)” Se o corpo parecer para você como algo maravilhosamente construído, lembre-se que não é nada em comparação com a alma que mora dentro dele e que é uma coisa divina”.

(PM) Mas os críticos não vão descansar, né? Mesmo sem compreender o que é isso.

(LV) ” A aquisição de conhecimento é sempre útil para o intelecto, porque pode assim expulsar as coisas inúteis e reter o bem. Pois nada pode ser amado ou odiado a menos que seja conhecido primeiro”. ” É um fato reconhecido que percebemos erros no trabalho dos outros mais prontamente do que no nosso”.

(PM) Eu trabalho com Educação a Distância e Tecnologia e acho que vou gostar de trabalhar com /no Metaverso.

(PV) “Que o teu orgulho e objetivo consistam em pôr no teu trabalho algo que se assemelhe a um milagre “. Mas estude bastante, pois “Os que se encantam com a prática sem a ciência são como os timoneiros que entram no navio sem timão nem bússola, nunca tendo certeza do seu destino”.

(PM) Pois é, vamos aprender! Pensar bastante. O tempo urge!

(LV) “O tempo dura bastante para aqueles que sabem aproveitá-lo”.”O dia em que nada aprendi, foi um dia não vivido”  e “Quem pensa pouco erra muito …”

(PM) Leonardo, obrigado pelo papo. Quem sabe nos encontraremos no METAVERSO? Bom retorno! Grande Abraço.

 

Paulo Milet é consultor em gestão, Inovação e EaD,  Presidente do Conselho de Educação da ACRJ, formado em Matemática pela UnB, com pós em Administração Pública  pela FGV e CEO da ESCHOLA.COM.

Uma Bioquímica no RioInfo

Autora: Katia Aguiar

 

Minha relação com o RioInfo começou há 13 anos atrás, em 2008.

Sou bioquímica, iniciei vida profissional em laboratório e acabei trabalhando com negócios no setor de biociências.

Apenas para contextualizar, bioquímica é a ciência que estuda os processos químicos que ocorrem nos organismos vivos. Meu universo estava ligado diretamente à vida e suas inovações.

Em 2008 participei de uma missão prospectiva Sebrae a alguns Parques Tecnológicos em Portugal. Deveríamos visitar os modelos de processos e projetos de inovação, e à época, a maioria dos Parques Tecnológicos de Portugal eram dos segmentos de TI e Biotecnologia. Assim nos juntamos.

Não nos conhecíamos muito, mas a percepção de parcerias em negócios, a química foi fácil, se me permitem o trocadilho. Trouxemos na mala, várias ideias. Algumas foi possível implementar, outras não.

Mas o que funcionou de fato, foi a liga feita. A famosa “interatividade” tão falada no setor de TI, servia perfeitamente ao meu universo da biociência. Iniciava ali a minha aproximação com o grupo RioInfo, um dos maiores eventos de tecnologia brasileiro. Um evento já tradicional no Rio de Janeiro.

Minha constatação óbvia então, foi de que o setor de tecnologia era transversal. Teríamos a famosa “TI” para o agronegócio, para a biotecnologia, para a saúde, para energia, meio ambiente, e por ai vai. O núcleo gestor RioInfo começava a falar sobre isso.

Comecei a participar com mais atenção aos conteúdos e painéis disponibilizados no RioInfo. Claro, havia uma parte “raiz”, que não era tão próxima do meu universo. Mas vários conteúdos começaram a fazer sentido pra mim. Falavam como eu, de inovação. Começamos a realizar projetos conjuntos.

A cada ano fui me aprofundando, percebendo cada vez mais, que este universo era sim, intrinsecamente relacionado ao das Biociências e outros setores. Então cada vez mais a aproximação foi crescendo de forma natural. Orgânica.

Falava-se de tecnologia, de negócios, de formação, de sociedade. De vida.

Ao mesmo tempo, observava que poderia também colaborar um pouquinho com RioInfo, incorporando algumas características da biociência. Algumas formas de observação, linhas de inovação, de negociação.

E foi assim que me tornei, com muito orgulho, uma das Coordenadoras do RioInfo.

Recentemente percebi com grata surpresa, que agora esta famosa “Transformação Digital” que o mundo foi forçado a absorver rapidamente por conta da pandemia, para mim foi até mais natural do que eu pensava.  A proximidade, a interatividade com o grupo da tecnologia me deram isto de presente.

E como dizem por aí, as inovações tecnológicas vão determinar mudanças nos seres humanos. Será?

Tecnologia &, inovação, ciência, fazem cada vez mais parte do mundo dos seres humanos. E não conseguimos perceber nosso universo sem a tecnologia.

A ciência hoje já consegue imprimir corações, fígados em 3D; por meio de drones se consegue monitorar plantas individualmente, coletando informações, permitindo acompanhamento por regiões, identificando e corrigindo problemas pontuais em uma lavoura.

Cada ano que passa aprendo mais com os conteúdos do RioInfo. Com os painéis diversificados de alto nível.

Então deixo aqui uma mensagem a você que me lê: nunca diga nunca!

Esteja sempre aberto para novas possibilidades. Mesmo que estas pareçam não ter nada a ver com sua expertise. Vale ressaltar que não falamos aqui de especialistas ou generalistas. Isto é papo para um outro artigo.

Apenas te digo – não se feche a novos universos. Eles poderão ser mais próximos do que você imagina!

Pode acreditar… Papo de uma bioquímica no meio da tecnologia.

 

Katia Aguiar – bioquímica formada pela UFRJ, consultora de negócios em bioeconomia, empreendedorismo, inovação. É mentora de negócios e especialista em captação de recursos. Coordenadora RioInfo e uma das fundadoras da NeTe.

Por que Ninguém Está Sorrindo?”

Autor: Márcio Cerbella Freire

 

Coluna: Confiança Criativa nos Negócios.

Resumo: A construção da confiança criativa nos negócios passa pelo estado de felicidade das pessoas envolvidas em todas as suas fases, seja empresário, fornecedor, colaborador, cliente etc.

Em um contexto em que o desemprego e a aparente falta de oportunidades sobressaem, cada vez mais pessoas estão renunciando a sua essência, se por um lado a tecnologia oferece facilidades, por outro a impossibilidade de aquisição desses itens, ou mesmo a simples frustração de não estar normal perante as convenções e hábitos da sociedade em que estamos inseridos, torna a simplicidade de um sorriso cada vez mais distante.

Lembrando que estamos passando por uma crise de valores, onde muitas de nossas crenças foram desconstruídas de forma nem sempre voluntária ou sequer necessária. O que ocorre é que, na maioria das vezes estamos sem saber o que fazer com nossas vidas. Entendendo a palavra sucesso como realizar algo em que nos sentimos felizes antes, durante e depois de fazê-lo, percebe-se que é necessário resgatarmos nossos desejos, sonhos e valores, para que possamos caminhar rumo a ele, portanto estar feliz ou sorrindo, vem da certeza de que não estamos nos violentando e que caminhamos no sentido de nossas ideias e ideais. A situação de baixa autoestima que muitos tem se permitido encontrar, é um dos fatores para que o sorriso não seja natural. Mas se considerarmos a escolha que fazemos, a felicidade depende 100% de nós mesmos, mas isso não significa que seja fácil, ou que não demande muito esforço e investimento em autoeducação.

Se olharmos por outro ângulo qualquer crise pode ser uma oportunidade de nos diferenciarmos dos demais, uma vez que nesses momentos aumentam as necessidades e desafios para solução de problemas, se encontrarmos uma solução seremos vistos com outros olhos, além da sensação de elevação da autoestima que é promovida quando conseguimos algo assim, portanto a melhor dica é buscar nos momentos difíceis novos desafios que alavanquem o nosso crescimento. Portanto fazer o que se gosta e saber o que fazer nas mais diversas situações, são fatores que ajudam a não abrir mão do sorriso, para isso é necessário buscar informações, sistematizar processos, planejar constantemente, definir as ações a tomar e monitorar sempre os resultados para que os ajustes possam ser feitos de forma adequada mantendo o grau de satisfação das pessoas e clientes no ambiente de trabalho.

Isso pode parecer estranho, mas quanto mais desafios houver maiores serão as chances de encontrar soluções para os mesmos e consequentemente crescer e avançar, mesmo que a princípio você tenha medo, não deixe de fazer aquilo que é necessário para atingir as suas metas e objetivos, aprenda a traçá-las usando ferramentas conhecidas como SMART, ESPERTA, META, etc. Não deixe a procrastinação impedir que você comece a agir na direção de seus sonhos, muito menos seja tão perfeccionista que nunca coloque em prática aquilo que planejou, lembre-se na maioria das vezes feito é melhor que perfeito. Considere investir em autoeducação, em orientação para suas escolhas, lembre-se que em muitos casos um coach pode ajudar a encontrar novas saídas e os motivos que te levam a tão sonhada felicidade no mundo do trabalho ou negócios.

O fracasso na realização de uma determinada tarefa pode torná-lo infeliz mas lembre-se, se você escolher que sim, provavelmente isso vai acontecer, no entanto se você aproveitar as experiências, sensações e aprendizados dessa derrota, ela com certeza poderá se transformar em um grande passo para a próxima vitória, mais importante que alcançar um determinado objetivo é aproveitar a jornada realizada para se chegar até ele, tudo no caminho é aprendizado, e se bem aproveitado determina momentos de felicidade, e o somatório deles se torna um tesouro onde você poderá buscar força para vencer de forma feliz e agradável os seus próximos desafios.

Kai, Ubuntu, Waka, abraços e sorrisos.

Kai: “Kai é vida ética, baseada em princípios de nunca fazer o mal, sempre fazer o bem e o bem a todos os seres.”

Ubuntu: palavra do dialeto de uma tribo africana que significa “todos somos um” sugerindo uma ideia de humanidade e respeito nas relações.

Waka: “fazer algo mesmo quando estamos andando”

 

 

Márcio Cerbella Freire é Diretor de Sorrisos da EMECF Educação Empreendedora, feliz, Master Coach, Analista de Sistemas, Pedagogo, Pós Graduado em Psicopedagogia e em Empreendedorismo e Inovação (UFF), Empreteco, Consultor, conteudista e instrutor credenciado do SEBRAE.

 

A Tecnologia e o Varejo no Brasil

Autor: Daniel Vilela, ACV Solutions, CEO & Co-Founder

 

 

Sejam bem vindos à primeira matéria aqui da NeTe dedicada à tecnologia para o Varejo. Aqui vamos explorar alguns pontos bem interessantes, com um ponto de vista diferente do tradicional, com a finalidade de trazer informação e contextualização do que são algumas das principais tendências e benefícios, enquanto tropicalizamos e refletimos sobre a aplicação delas no âmbito nacional.

Nosso setor de Varejo, como quase todos setores no nosso país, é muito inerte na utilização de tecnologia. Em 2008, por exemplo, o e-commerce representava menos 5% de todo o faturamento do varejo no país. Na realidade, muito pouco se avançou na utilização deste canal como fonte de faturamento. Levamos quase 20 anos para alcançarmos uma penetração desta magnitude no país.

Obviamente, a pandemia trouxe para o setor, uma grande aceleração e adaptação por questões de saúde e regulamentação pública. De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), em parceria com a Neotrust,  experimentamos em 2020 um crescimento de 68% de vendas online, terminando 2020 com 10% do faturamento relacionado ao comércio eletrônico exclusivamente. Obviamente, por questões maiores do que a simples decisão da adoção ou não da tecnologia estão fatores sociais, educacionais e de infraestrutura. E por estes motivos o comércio online sozinho, não é o única ou a  mais correta solução tecnológica para todos os negócios.

Em um país pouco educado existe muita dificuldade de utilizar ferramentas tecnológicas e grande desconfiança do público consumidor, a compra exclusivamente online como forma principal ou secundária de consumo não permite, desta forma, uma adoção tão volumosa. Além deste ponto, para que o comércio eletrônico consiga ganhar tração, muito investimento é necessário em infraestrutura, logística e pagamento. O varejo físico deve por muitos anos permanecer como principal braço do setor.

A partir daí analisamos diferentes tendências que são realidades em muitos países e que se formam em torno do varejo tradicional principalmente potencializando suas próprias características enquanto traz benefícios às suas fraquezas. Desta forma não só a tecnologia se adapta à realidade como ela permite que pequenos e médios empresários do setor tenham condições de ser relevantes ao público local frente aos grandes varejistas online.

Fiquem ligados nas próximas matérias. Vamos explorar diferentes possibilidades e oportunidades de tecnologia para o Varejo! Até lá!