Uma Bioquímica no RioInfo

Autora: Katia Aguiar

 

Minha relação com o RioInfo começou há 13 anos atrás, em 2008.

Sou bioquímica, iniciei vida profissional em laboratório e acabei trabalhando com negócios no setor de biociências.

Apenas para contextualizar, bioquímica é a ciência que estuda os processos químicos que ocorrem nos organismos vivos. Meu universo estava ligado diretamente à vida e suas inovações.

Em 2008 participei de uma missão prospectiva Sebrae a alguns Parques Tecnológicos em Portugal. Deveríamos visitar os modelos de processos e projetos de inovação, e à época, a maioria dos Parques Tecnológicos de Portugal eram dos segmentos de TI e Biotecnologia. Assim nos juntamos.

Não nos conhecíamos muito, mas a percepção de parcerias em negócios, a química foi fácil, se me permitem o trocadilho. Trouxemos na mala, várias ideias. Algumas foi possível implementar, outras não.

Mas o que funcionou de fato, foi a liga feita. A famosa “interatividade” tão falada no setor de TI, servia perfeitamente ao meu universo da biociência. Iniciava ali a minha aproximação com o grupo RioInfo, um dos maiores eventos de tecnologia brasileiro. Um evento já tradicional no Rio de Janeiro.

Minha constatação óbvia então, foi de que o setor de tecnologia era transversal. Teríamos a famosa “TI” para o agronegócio, para a biotecnologia, para a saúde, para energia, meio ambiente, e por ai vai. O núcleo gestor RioInfo começava a falar sobre isso.

Comecei a participar com mais atenção aos conteúdos e painéis disponibilizados no RioInfo. Claro, havia uma parte “raiz”, que não era tão próxima do meu universo. Mas vários conteúdos começaram a fazer sentido pra mim. Falavam como eu, de inovação. Começamos a realizar projetos conjuntos.

A cada ano fui me aprofundando, percebendo cada vez mais, que este universo era sim, intrinsecamente relacionado ao das Biociências e outros setores. Então cada vez mais a aproximação foi crescendo de forma natural. Orgânica.

Falava-se de tecnologia, de negócios, de formação, de sociedade. De vida.

Ao mesmo tempo, observava que poderia também colaborar um pouquinho com RioInfo, incorporando algumas características da biociência. Algumas formas de observação, linhas de inovação, de negociação.

E foi assim que me tornei, com muito orgulho, uma das Coordenadoras do RioInfo.

Recentemente percebi com grata surpresa, que agora esta famosa “Transformação Digital” que o mundo foi forçado a absorver rapidamente por conta da pandemia, para mim foi até mais natural do que eu pensava.  A proximidade, a interatividade com o grupo da tecnologia me deram isto de presente.

E como dizem por aí, as inovações tecnológicas vão determinar mudanças nos seres humanos. Será?

Tecnologia &, inovação, ciência, fazem cada vez mais parte do mundo dos seres humanos. E não conseguimos perceber nosso universo sem a tecnologia.

A ciência hoje já consegue imprimir corações, fígados em 3D; por meio de drones se consegue monitorar plantas individualmente, coletando informações, permitindo acompanhamento por regiões, identificando e corrigindo problemas pontuais em uma lavoura.

Cada ano que passa aprendo mais com os conteúdos do RioInfo. Com os painéis diversificados de alto nível.

Então deixo aqui uma mensagem a você que me lê: nunca diga nunca!

Esteja sempre aberto para novas possibilidades. Mesmo que estas pareçam não ter nada a ver com sua expertise. Vale ressaltar que não falamos aqui de especialistas ou generalistas. Isto é papo para um outro artigo.

Apenas te digo – não se feche a novos universos. Eles poderão ser mais próximos do que você imagina!

Pode acreditar… Papo de uma bioquímica no meio da tecnologia.

 

Katia Aguiar – bioquímica formada pela UFRJ, consultora de negócios em bioeconomia, empreendedorismo, inovação. É mentora de negócios e especialista em captação de recursos. Coordenadora RioInfo e uma das fundadoras da NeTe.

O que os Lobos nos ensinam sobre Liderança?

Autor: Marcus Mendonça

 

 

Quando os lobos caminham em filas é possível notar que os três primeiros são os mais velhos, ou doentes e são estes que determinam o ritmo do grupo. Caso não fosse assim, eles seriam deixados para trás e perderiam o contato com a alcateia. Seriam presas fáceis em caso de emboscada. Os cinco mais fortes vem logo atrás para protegê-los. No centro, o restante do grupo é seguido pelos outros cinco fortes e, por último, o lobo Alfa, que controla o bando e possui uma visão geral do percurso. Dessa forma, facilita a decisão de qual direção tomar e antecipar os ataques dos oponentes.

Quando falamos de liderança e gestão de pessoas, os lobos ensinam que experiência e capacidade são requisitos importantes para a contribuição efetiva da empresa, sem que isso seja medido pela idade ou condição física da pessoa. Os 10 mais fortes -divididos em 5 no início e 5 no final,- podem ser medidos pela diretoria e pela gerência de uma empresa, pois, estes possuem maior capacidade para dar suporte aos seus liderados. Levando-se em conta a experiência daqueles que eles salvaguardam, além de ditar a velocidade de transformação de uma empresa.

No meio desta alcateia empresarial ficamos com os funcionários, pois através de regras bem estabelecidas se sentem mais protegidos pelas lideranças efetivas das pontas e, consequentemente, possuem objetivos claros e produzem mais. Por fim, temos nosso CEO, o alfa desta empresa, que com a visão da retaguarda tem uma perspectiva macro dos acontecimentos e decide sobre o futuro desta empresa. O lobo empresarial, apesar de estar com a imagem voltada para aquele que se aproveita, deveria ter a imagem reconfigurada para aquele que evolui e torna a empresa um empreendimento nos eixos. Muitas empresas deveriam seguir o exemplo dos lobos, tornar seus ambientes híbridos e produtivos. Lembrar que a inovação não se dá na juventude, mas nas ideias e na capacidade de recriar ou criar soluções.

Hoje vejo muitas empresas com equipes de gestão extremamente jovens e que com isso querem demonstrar para as pessoas inovação e capacidade de serem modernas, mas esquecem da lição dos lobos, e podem até funcionar por um tempo, mas perdem para a experiência daqueles que ficariam na frente do grupo. As empresas podem conseguir isso através de capacitação com mentorias, consultorias para melhorar a equipe num todo.

Não adianta inovar por inovar. É preciso utilizar a experiência de funcionários aliada ao conhecimento, em diversos níveis, para que o lobo alfa (CEO) possua insumos para tocar o seu negócio de maneira assertiva. Liderar é o ato de comandar pessoas utilizando sua experiência e influenciando-as de maneira positiva, para tornar a empresa ágil e com alicerces sólidos. Neste sentido, nosso líder Alfa é um visionário quando adota uma liderança segura e consistente da sua matilha está mais propenso ao sucesso.

 

 

Marcus Mendonça é bacharel em Economia, Gestor de Projetos, Líder de TI e Mentor de negócios e Startups, Participou do Programa Startup Rio e Mentor de hackathons. Marcus conta com mais de 20 anos de experiência na área de TI com atuação em diversas empresas multinacionais, criador do Canal Quem sabe? Aonde tem a missão de levar o conhecimento e cultura para todos.