O que os Lobos nos ensinam sobre Liderança?

Autor: Marcus Mendonça

 

 

Quando os lobos caminham em filas é possível notar que os três primeiros são os mais velhos, ou doentes e são estes que determinam o ritmo do grupo. Caso não fosse assim, eles seriam deixados para trás e perderiam o contato com a alcateia. Seriam presas fáceis em caso de emboscada. Os cinco mais fortes vem logo atrás para protegê-los. No centro, o restante do grupo é seguido pelos outros cinco fortes e, por último, o lobo Alfa, que controla o bando e possui uma visão geral do percurso. Dessa forma, facilita a decisão de qual direção tomar e antecipar os ataques dos oponentes.

Quando falamos de liderança e gestão de pessoas, os lobos ensinam que experiência e capacidade são requisitos importantes para a contribuição efetiva da empresa, sem que isso seja medido pela idade ou condição física da pessoa. Os 10 mais fortes -divididos em 5 no início e 5 no final,- podem ser medidos pela diretoria e pela gerência de uma empresa, pois, estes possuem maior capacidade para dar suporte aos seus liderados. Levando-se em conta a experiência daqueles que eles salvaguardam, além de ditar a velocidade de transformação de uma empresa.

No meio desta alcateia empresarial ficamos com os funcionários, pois através de regras bem estabelecidas se sentem mais protegidos pelas lideranças efetivas das pontas e, consequentemente, possuem objetivos claros e produzem mais. Por fim, temos nosso CEO, o alfa desta empresa, que com a visão da retaguarda tem uma perspectiva macro dos acontecimentos e decide sobre o futuro desta empresa. O lobo empresarial, apesar de estar com a imagem voltada para aquele que se aproveita, deveria ter a imagem reconfigurada para aquele que evolui e torna a empresa um empreendimento nos eixos. Muitas empresas deveriam seguir o exemplo dos lobos, tornar seus ambientes híbridos e produtivos. Lembrar que a inovação não se dá na juventude, mas nas ideias e na capacidade de recriar ou criar soluções.

Hoje vejo muitas empresas com equipes de gestão extremamente jovens e que com isso querem demonstrar para as pessoas inovação e capacidade de serem modernas, mas esquecem da lição dos lobos, e podem até funcionar por um tempo, mas perdem para a experiência daqueles que ficariam na frente do grupo. As empresas podem conseguir isso através de capacitação com mentorias, consultorias para melhorar a equipe num todo.

Não adianta inovar por inovar. É preciso utilizar a experiência de funcionários aliada ao conhecimento, em diversos níveis, para que o lobo alfa (CEO) possua insumos para tocar o seu negócio de maneira assertiva. Liderar é o ato de comandar pessoas utilizando sua experiência e influenciando-as de maneira positiva, para tornar a empresa ágil e com alicerces sólidos. Neste sentido, nosso líder Alfa é um visionário quando adota uma liderança segura e consistente da sua matilha está mais propenso ao sucesso.

 

 

Marcus Mendonça é bacharel em Economia, Gestor de Projetos, Líder de TI e Mentor de negócios e Startups, Participou do Programa Startup Rio e Mentor de hackathons. Marcus conta com mais de 20 anos de experiência na área de TI com atuação em diversas empresas multinacionais, criador do Canal Quem sabe? Aonde tem a missão de levar o conhecimento e cultura para todos.

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