Quando Imaginaríamos que a Evolução do “Office” seria a “Home”?

Autor: Theonácio Lima Júnior – Diretor – TAVTEC Tecnologia

 

 

Em março de 2021 a situação pandêmica do mundo completou 1 ano, e com ela fez aniversário também um tipo de trabalho que revolucionou o ambiente corporativo: o home office. Sim, o trabalho remoto já existia há tempos, mas com a chegada da pandemia de COVID-19 e as medidas de isolamento social este foi abrupta e exponencialmente incorporado ao dia-dia das empresas e de seus colaboradores.

O trabalho remoto havia batido recorde no Brasil em 2018, muito devido à alta informalidade no país, que encerrou o mesmo ano em 41,1%, segundo levantamento do IBGE, porém nos dias finais de março de 2020 esses números já haviam sido superados – seis em cada dez brasileiros aderiram ao home office, representando 59,9% da amostra selecionada para a pesquisa realizada pela Hibou em parceria com a Indico.

Muitos estudos ao longo de 2020 comprovaram a satisfação e a motivação que o teletrabalho despertou nos colaboradores – trabalhar de casa ou de outro lugar fora da empresa foi apontada como a opção dos sonhos para 49% das pessoas empregadas, 55% dos autônomos e 55% dos desempregados, segundo a pesquisa Alelo Hábitos do Trabalho, realizada pelo Instituto Ipsos entre agosto e setembro de 2019 – porém o home office não agrega benefícios somente à vida do colaborador. As empresas que optam pelo regime de trabalho não tão convencional também se beneficiam muito.

Além da óbvia redução de custos, o trabalho remoto contribui positivamente para as corporações através de vantagens fiscais, redução de desperdício de recursos, contratações mais assertivas de especialistas e demais talentos sem a limitação da distância, economia com encargos sociais, diminuição da rotatividade de funcionários e menos absenteísmo para o RH.

Mais do que apenas uma vantagem competitiva, o home office acabou se tornando um benefício aguardado pelos colaboradores. Esse regime de trabalho está altamente ligado ao fortalecimento da cultura organizacional da empresa, e depende de alguns fatores para que seja viável aplica-lo na companhia: realização de pesquisa para saber se a infraestrutura necessária está sendo devidamente fornecida aos funcionários, reforço da política de feedback, estimulando a comunicação interna, além da instauração de regras, horários e determinações pertinentes à empresa e ao setor.

O mercado de trabalho está sempre se inovando, principalmente na atualidade com o surgimento regular de muitas facilidades e novas tecnologias, e a implantação do teletrabalho é uma dessas inovações que as empresas devem acompanhar para continuar em destaque em meio a um cenário corporativo tão competitivo.

Home Office é um diferencial em produção e em qualidade de trabalho.

A TAVTEC Tecnologia está apta a auxiliar toda e qualquer empresa que precisar de auxílio. Não importa o segmento e nem a área de atuação, pois mais especifica que seja, somos seu Amigo Virtual. Conte com nossa experiência e eficácia nos resultados.

A “Inovabilidade” como visão estratégica para o século XXI.

Autora: Flavia Bendelá

 

 

Acho engraçado como algumas pessoas falam do século XXI como se já estivesse determinado pelos seus vinte primeiros anos de estreia.

Quando lanço um breve olhar para o que ocorria no início do século XX, penso que poucos poderiam prever como terminaria. E não é meu objetivo aqui fazer um resgate histórico, mas levantar como a forma dos negócios se transformou totalmente, bem como o comportamento social, enquanto alguns conceitos básicos para a economia, como a mudança de visão na gestão empresarial, até hoje não foram completamente adotados pelo mercado. E por que?

Na minha visão, é porque dói… Dói na hora de admitir erros, dói na hora de sair da zona de conforto, dói na hora de compartilhar decisões, dói se expor como gestor. Pode ser uma visão simplista… talvez? Mas, sobretudo, humanista. Gestores são indivíduos fadados a falhas, que sofrem com problemas emocionais, que tem contas a pagar, que tem medo de julgamento externo… ainda que pensem que não.

Pode ser que não explique totalmente, mas seja uma das prováveis razões de se falar tanto em inovação, conceito já bastante trabalhado pelo economista austríaco Joseph Schumpeter ainda nas décadas de 30 e 40, e até hoje ainda não haver tantas empresas que realmente apliquem um conceito de inovação estratégica.

Ou seja, gestores querem inovar, entendem que precisam inovar, mas há uma dificuldade organizacional que impede na prática mudanças na gestão e cultura da empresa para a integração deste conceito como visão estratégica de todo o negócio. Aliás gostaria de somar a isso um outro conceito que também assumo como premissa para o direcionamento de business: a sustentabilidade.

Inovação e sustentabilidade andam de mãos dadas no século XXI e não há como ser competitivo e exponencialmente rentável se essa dupla, reconhecida pelo termo “Inovabilidade”, não for inserida no planejamento das empresas, não como áreas de negócios, mas como princípio para a estratégia do negócio. Essa mudança de visão na gestão estratégica empresarial é primordial para que o seu negócio sobreviva aos grandes desafios que ainda virão nos longos oitenta anos que temos pela frente até a próxima virada.

 

Flavia Bendelá

flavia.bendela@portaldis.com.br

Founder e Chairwoman do DIS – Distrito de Inovação e Sustentabilidade.

Empreendedora, Palestrante TEDX, Conselheira de Empresas e Membro do Núcleo de Inovação do Ibmec. Doutoranda em Business pela Rennes School of Business (Fr), com projeto de tese sobre Innovation: Venture Investiment Sustainability (ainda a defender).

Executiva com mais de 20 anos de carreira e liderança no mercado financeiro em empresas nacionais e multinacionais. Coordenadora de cursos executivos e docente em Estratégia de Negócios, Inovação, Sustentabilidade e Empreendedorismo.

Desmistificando o MMN

Autora: Mabê Monteiro  – Canal de Empreendedorismo Polishop.

 

MMN – ou seja – Marketing Multinível, as vezes chamado de Marketing de Rede ou ainda Marketing de Relacionamento. Vamos falar de onde surgiu, como se desenvolveu, como funciona e o que ele representa como plataforma de negócios nestes tempos desafiadores.

Segundo a Wikipédia – O MMN é uma derivação da venda direta em forma de networking. Se popularizou na década de 40 nos Estados Unidos e vem se desenvolvendo em ondas – desde o ano 2000 estamos na quarta onda de evolução. Esta onda levou os especialistas a acreditarem que o MMN cresceria mais no século XXI – o que tem se confirmado. Prova disto é que cada vez mais, grandes empresas multinacionais, tem investido neste modelo de negócios. Segundo alguns estudiosos de administração, o marketing de rede é considerado o sistema mais eficaz em determinadas situações de mercado.

Robert Kiyosaki – autor do “best seller” – Pai Rico, Pai Pobre – escreveu um livro chamado de “O Negócio do Século XXI”. Na visão dele, esta é uma das grandes plataformas  deste nosso século. Atesta: “o marketing de rede é um dos modelos de negócios que mais crescem no mundo hoje, mas a maioria das pessoas ainda não se deu conta disso”……”as pessoas ainda não compreendem o seu valor porque é invisível: ele não é material, é virtual” … “ é um modelo de negócios genuinamente da era da informação: para compreender seu valor, não é suficiente abrir os olhos, você precisa abrir a mente”.

Henry Ford não criou um império e mudou a face do planeta construindo um modelo de negócio em torno das habilidades e talentos específicos de alguns trabalhadores. Ele projetou um modelo de negócios em que pessoas comuns poderiam usar seu tempo e esforço para produzir em massa milhões de carros. O que dá ao MMN o poder real, não é o que você pode fazer por ele – mas o que pode ser duplicado por qualquer pessoa.

Existem variantes de empresa para empresa, mas em linhas gerais, esta plataforma vem se fortificando pois oferece: risco zero, sem custo fixo, horários flexíveis, home office. Não requer desembolso financeiro ou as vezes um mínimo investimento. Um plano de carreira com resultados que o mercado tradicional não consegue oferecer pelo seu sistema de duplicação e alavancagem. Altamente meritocrático e principalmente – a possibilidade do desenvolvimento de renda residual.

Alguns estudiosos das áreas comportamentais acreditam que o que irá diferenciar o profissional do futuro não serão suas habilidades técnicas, mas sim suas habilidades comportamentais. Por ser um negócio de pessoas, está totalmente alinhado neste propósito. Sua característica colaborativa faz este modelo estar na contramão do sistema corporativo.

Neste momento tão desafiador vem sendo uma excelente solução para pessoas que estão necessitando ou possuem o grande sonho de ter seu negócio próprio.

Fica a dica.

 

 

Você sabia que a sua empresa pode minimizar os riscos futuros fazendo um Termo de Quitação anual com os seus colaboradores?

Autor: Álvaro Cravo – Álvaro Cravo Advogados

 

O art. 507 B da CLT, acrescentado pela reforma trabalhista, prevê que é uma opção, tanto dos colaboradores quanto das empresas, durante o contrato de trabalho, ou mesmo após o seu encerramento, firmar o Termo de Quitação anual dos débitos trabalhistas, perante o sindicato da categoria dos empregados.

Para tanto, é necessário que colaborador e empresa se apresentem perante o sindicato da categoria e declarem por escrito a inexistência de obrigações vencidas. Por óbvio a empresa deve verificar se, de fato, antes de procurar o sindicato, se realmente está em dia com as suas obrigações, a fim de evitar problemas.

Importante destacar que a eficácia do Termo de Quitação garante que as parcelas ali discriminadas não poderão ser discutidas posteriormente em uma eventual reclamação trabalhista, ocasionando maior segurança às empresas nas relações com seus empregados, tranquilidade aos sócios e a vantagem de que numa eventual venda da empresa, com os recibos em mãos, eles poderão ser apresentados aos interessados demonstrando, portanto, não haver passivos trabalhistas.

Vazamento de Dados – Como Blindar a sua Empresa de Possíveis Ataques

Autor: Theonácio Lima Júnior

Diretor – TAVTEC Tecnologia

 

 

Com o avanço das IAs e com a maior facilidade de acesso às ferramentas que alimentam grandiosos bancos de dados, a proteção destas informações dos clientes é uma questão que deve ser tratada como prioridade, podendo até, inclusive, ser adicionada à politica institucional da empresa.

Episódios recentes de vazamento de dados – como o do Facebook, cuja captação irregular de dados pela empresa Cambridge Analytica veio à tona em 2018 e foi responsável por ter deixado expostas as informações pessoais de mais de 50 milhões de usuários da plataforma e por ter permitido que políticos influenciassem eleições em seus países; e, ainda mais recente, datado do início de 2021, o mais grave desvio de dados pessoais ocorrido no Brasil cujo resultado foi a exposição de mais de 200 milhões de brasileiros por meio de dados como CPF, RG, título de eleitor, e-mail, endereço, ocupação profissional, pontuação de credito, escolaridade, estado civil, renda, classe social, além de diversas outros – exemplificam didaticamente a importância de zelar pela privacidade das informações – zelo este que conta, por exemplo, com a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), responsável pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), e que atua fiscalizando e auditando entidades que tratam dados.

As empresas devem ser responsáveis por algumas medidas que visam preservar as informações de seus consumidores, tais como:

  • IMPLEMENTAÇÃO DE NORMAS DE CONFIDENCIALIDADE

De acordo com a LGPD, o usuário tem que permitir o acesso e o uso de seus dados. Feita a coleta, a confidencialidade das informações deve permanecer até mesmo entre os próprios colabores da empresa coletora, ou seja, devem haver práticas para evitar que os dados fiquem vulneráveis. Para tal, podem ser adotadas normas internas a respeito do uso de dispositivos e internet nas dependências corporativas, além da aplicação de contratos de sigilo e termos de responsabilidade, e, também, monitoramento do atendimento prestado ao cliente (através de gravações video e áudio).

É de suma importância que o acesso aos arquivos confidenciais seja atribuído somente a pessoas de absoluta confiança da corporação e/ou detentores de altos cargos, e os responsáveis devem estar cientes que terão que estabelecer e seguir medidas de segurança e técnicas administrativas para a proteção dos dados pessoais dos clientes.

  • FERRAMENTAS DE PROTEÇÃO

O alinhamento entre as normas de confidencialidade que os colaboradores devem seguir e as determinadas ferramentas tecnológicas de monitoramento capazes de criptografar e controlar o acesso às informações, proteger informações em movimento e em repouso e prevenir a perda de dados (DLP – Data Loss Prevention) blindam o acesso ao sistema corporativo, evitando que hackers encontrem brechas na segurança.

  • EDUCAÇÃO E TREINAMENTO DA EQUIPE

O despreparo dos funcionários é uma das principais causas que desencadeiam os vazamentos de dados e, portanto, a disponibilização de treinamentos, workshops, palestras e demais ações que visem conscientiza-los a respeito da importância da manutenção da privacidade das informações e ajudem na redução de erros e identificação de ameaças é fundamental para que o time permaneça alinhado, dificultando cada vez mais o sucesso de possíveis ataques virtuais que a empresa pode sofrer.

  • GESTÃO DE RISCO

O departamento de Tecnologia da Informação é o responsável por fiscalizar a segurança das informações coletadas e armazenadas pela empresa. Tendo esse cenário em mente, o setor deve realizar a gestão de risco e também propor alternativas e demais soluções visando a prevenção de eventuais problemas.

Toda corporação sujeita à LGPD possui um Data Protection Officer, que é um funcionário (geralmente da TI) encarregado da proteção de dados que faz toda a comunicação entre o controlador das informações, os titulares (usuários) e a autoridade regulamentadora nacional.

Além de gerar reações negativas à imagem da empresa, um vazamento de dados impacta expressivamente também a vida financeira da corporação, pois essa situação de crise demanda respostas e reparos rápidos do sistema afetado – gerando mais custos do que se fosse praticada uma política de prevenção – além das multas que a exposição acarreta, já que houve a quebra do direito de privacidade dos clientes.

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INOVAR não tem IDADE

 

Autor: Marcus Mendonça

 

 

Inovar é a palavra em voga nos dias de hoje, se formos ao dicionário veremos que inovar significa que seria realizar algo novo ou que nunca havia sido feito antes; produzir novidades: inovou a casa; uma empresa que está sempre inovando. Inovação é algo que denota idade? Inovar é fadado apenas aos jovens?  O Nosso país tem uma cultura que novas ideias vêm de cabeças mais jovens, frescas e sem medo de arriscar, mas eu digo que tudo isso é atemporal, tudo isso independe da idade e sim da característica da pessoa.

A idade física não representa o que a pessoa é em sua idade empreendedora, pessoas jovens podem inovar bem menos do que pessoas com mais de 40 ou 50 anos, mas como saber quem é inovador? Inovador é o empreendedor com um brilho no olhar, inovador é aquele que não desiste perante uma pedra no caminho, inovador é aquele que pensa fora da caixa, inovador é aquele que pode ser aquela centelha que uma empresa precisa, ou até mesmo uma startup, um microempreendedor individual por exemplo com uma ideia revolucionária poderia ser um grande realizador de uma inovação, óbvio que tudo precisa de uma maturação, de um tempo certo, de um apoio, inovação é um conjunto de alicerces que devem ser colocados em conjunto, mas nenhum deles se restringe a idade do inovador.

Mas, vamos mais a fundo nesta ideia: Quando uma pessoa é entrevistada ela deve ser entendida pela sua capacidade de querer, e não pelo seu tempo de vida, se os recrutadores forem logo pelo tempo de vida eles podem perder a centelha que pode mudar uma empresa, ideias como vimos independem da idade física, mas muito da sua construção mental, da sua capacidade de criar e evoluir, tivemos na história vários exemplos de pessoas com uma idade avançada, de acordo com o mercado, e que mudaram o mundo e conceitos, imagine se eles se tivessem na mente que inovar é para jovens? Não teríamos pessoas como:

Henri Nestlé – Nestlé – Inventou a Farinha Láctea aos 52 anos.

Joseph A. Campbell – Sopas Campbell’s – Abriu a primeira fábrica aos 52 anos

John Pemberton – Coca-Cola – Inventou o refrigerante aos 55 anos.

Charles Flint – IBM – Criou o grupo de tecnologia aos 61 anos.

Harland Sanders – KFC – vendeu a primeira franquia aos 62 anos.

Ray Kroc – McDonald’s – Instalou a rede de fast food aos 52 anos.

O Mundo precisa de ideias, e de ideais, o processo criativo pode vir de pessoas que já experimentaram de tudo e que com isso amadureceram. por isso devemos sempre levar nossos sonhos adiante, devemos sempre trazer para a luz tudo que achamos que pode mudar nossa vida e provavelmente a vida de todos. Uma vez disse Disney, que foi um grande visionário e inovador em todos os momentos da sua vida, que toda a ideia tem 100% de fracasso se ela fica apenas no papel, e concordo com isso, por isso não se prenda na sua idade, se agarre na sua ideia.

Portanto podemos dizer sem medo de errar, que inovar é sim para jovens, mas jovens de espírito, que na idade nada fala, mas que na atitude e na força criativa geram um ecossistema muito mais evoluído.

deixo aqui uma frase final: SER JOVEM É SER UM POÇO DE IDÉIAS.

Ponha em prática tudo o que aprendeu, ponha em prática sua capacidade de inovar. Seja um inovador de 40, 50, 60, 70 e além.

 

 

Como evitar os impactos do isolamento provocado pela pandemia?

Autora:  Thauany Barbosa

 

A pandemia do novo coronavírus pegou o mundo de surpresa e nos obrigou adaptarmos a uma nova rotina. Da noite para o dia, as empresas tiveram que adotar o regime de home office, com as escolas fechadas, o ensino passou a ser à distância. Não só o dever foi afetado, mas a nossa diversão também; parques, cinemas, teatros e áreas de lazer fechadas nos levou ao confinamento forçado e isso afetou a saúde de todos. Adultos, crianças e adolescentes, sem distinção, foram afetadas física e emocionalmente pela pandemia.

Buscando entender o que podemos fazer para minimizar os impactos dessa nova rotina, a NeTe conversou com o médico Gilberto Ururahy, especialista há 40 anos em Medicina Preventiva. Ururahy explica que as principais mudanças para uma saúde mental e física saudáveis é a criação de uma rotina adaptada, principalmente neste momento crítico de afastamento social gerado pela pandemia de COVID-19.

Como Presidente do Conselho de Medicina e de Saúde da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Ururahy tem observado, desde o início da pandemia, significativas mudanças metabólicas em seus clientes, atreladas principalmente a uma alteração na saúde emocional. Ururahy é sócio da MedRio Check-up – juntamente com o dr. Galileu Assis -, clínica líder brasileira em medicina preventiva check-ups médicos, tendo entre seus clientes empresas multinacionais que visam o bem-estar dos seus profissionais.

Um dos sintomas apresentados por eles, segundo o médico, foi o aumento da insônia, que passou de 18% para 35% da população, resultado de uma preocupação no âmbito dos serviços home office. Além disso, durante esse período, o excesso de peso corporal também foi observado e de forma brusca passou de  67%  para  80% da população brasileira, o que segundo ele, é a consequência de uma alimentação baseada em comidas rápidas e prontas. Por isso, ter uma rotina adaptada em casa neste momento de  isolamento social é a principal mudança para se combater os diversos impactos causados pela pandemia, como o sedentarismo.

Tendo a análise como parâmetro, um dos principais resultados gerados pelo isolamento em seus clientes foi também o estado de incertezas em relação ao futuro ocasionando assim, o aumento do estresse, fruto principalmente da necessidade que o indivíduo tem em se adaptar às novas mudanças. “O nosso físico, sem dúvida, também sentiu a pandemia”, afirmou Gilberto Ururahy. Por tanto, é devido a esses problemas que a necessidade expressa de buscar uma nova rotina dentro do cenário atual tem que ser levada a sério, pois a prevenção ainda é o principal caminho.

Diante desta perspectiva, é possível observar um aumento de doenças crônicas, principalmente as que envolvem a alimentação, como Hipertensão, Obesidade e Diabetes.  “É neste momento de relaxamento que se observa as sequelas do pós-covid-19 nos profissionais, ou seja, o advento de doenças silenciosas,” explicou o médico. Para ele, a privação do mundo sociável fez com que muitos pacientes deixassem de realizar seus acompanhamentos médicos por medo de saírem de casa, e neste cenário, a falta de informação começa a gerar problemas permanentes, levando até mesmo a arritmia cardíaca e ao aumento da pressão arterial.

Por isso, manter uma rotina baseada em atividades físicas regulares, criação de uma rotina saudável dentro de casa, incluindo períodos de lazer, e horários adequados para as tarefas profissionais é o principal papel para manter a saúde em dia durante a pandemia.

Segundo ele, é importante que neste momento as empresas cuidem de seus funcionários, promovendo atividades de socialização, como happy hour online, estimular o profissional a organizar horários para as tarefas da empresa dentro de casa e horários para o lazer em família e até mesmo estabelecer programas que incentivem a alimentação saudável,  despertando assim, o exame médico preventivo para se conhecer o fator de risco.

Para Gilberto Ururahy, o excesso de acúmulo de trabalho, estresse e também a preocupação é, sem dúvidas, o fator principal de uma saúde prejudica, o que pode potencializar as doenças crônicas aqui evidenciadas ainda mais neste momento de pandemia. “A única vacina natural ainda é a prevenção e uma rotina de exercício físico,” concluiu o médico.

 

 

Setor hoteleiro se reinventa para atravessar a pandemia

Autor: Michael Nagy

 

 

O setor hoteleiro foi um dos mais impactados negativamente pela pandemia. No entanto, os desafios impulsionaram a modernização de muitas empresas para melhor atender o novo perfil de consumidor e melhorar os serviços. O trabalho para se reformular durante esse período vai muito além  de apenas conter custos e adotar protocolos sanitários. É o que contou o diretor de Vendas e Marketing do Fairmont Rio, da Accor Hotels, Michael Nagy, em entrevista ao Conexão 21.

Para manter a segurança dos hóspedes e dos colaboradores Nagy afirma que mais de 150 protocolos foram adotados e a capacidade máxima foi reduzida em  50%. Mas isso é apenas uma parte das medidas adotadas. Sem turistas não há hospedes, então buscou-se alternativas viáveis para manter a operação do hotel.

Uma das medidas paliativas foi converter quartos em escritórios. Essa foi uma opção para aquelas pessoas que estavam com problemas para trabalhar na modalidade home office -já que a disposição do hotel é favorável-. Outra medida para driblar os desafios da pandemia, foi a realização de shows na piscina e as varandas dos quartos serem como camarotes. A iniciativa se tornou uma opção de entretenimento com a segurança do distanciamento social.

Apesar de ser, de maneira geral, um período crítico, Michael acredita que o cenário está favorável para dar passos para uma retomada. “Eu acredito que estamos evoluindo nesse momento em que estamos vivendo. E esse movimento está vindo através da iniciativa privada, em um período em que o governo do Estado e o Município estão muito alinhados. Isso trás segurança jurídica para que a cidade e o estado possam avançar e segurança para que investidores possam avançar”.

Entendo que nesse momento é difícil falar em investimento. Antes da pandemia existia crescimento, existia verba. E agora estamos todos tentando pagar a conta,e isso significa gerar emprego e garantir a sustentabilidade das famílias. Esse é o grande investimento agora. Cobrando sempre do poder público que faça a sua parte.

“O Rio de Janeiro é uma fênix”

Nagy destaca que a  beleza natural do Rio de Janeiro e a vocação da cidade em se resistir e superar momentos de crise são características diferenciais. Ele pontua também que a união e  parceria entre empresários também são um caminho para atravessar esse período. “O Rio é um destino que encanta. A cidade consegue se reerguer e evoluir. É a referencia do Brasil no mundo. O momento está atípico, mas estão todos buscando como se conduzir. Momento de paciência, dialogo e compromisso com os projetos. Momento de olhar para o seu negócio e procurar no que posso ajudar o outro a crescer. Só sairemos dessa situação juntos.”

Nagy ainda acrescenta que “qualquer sucesso que tivemos aqui foi através do diálogo em que conseguimos encontrar pontos em comum e união entre empresários de diversos setores.  Antes havia contratação, hoje existem parcerias. Cada um com seu produto consegue se unir e gerar uma experiência que se rentabiliza e ajuda o negócio a andar pra frente.

 

CONEXÃO 21

Conexão 21 é um programa de entrevistas conduzido pelo fundador da NeTe Business Experience, Alberto Blois. São 21 minutos abordando temas variados sob a ótica empresarial com foco nas oportunidades de negócios. A cada edição o programa traz um convidado diferente para um bate-papo  em um ponto especial da cidade do Rio de Janeiro.  O programa vai ao ar toda  terça-feira, às 10:30 , na TV Petrópolis e 13:30 no Canal 8 em Campinas. A entrevistas completa com Michael Nagy e todas as demais entrevistas  também estarão disponíveis no canal do Conexão 21 no You Tube

 

E-commerce tem crescimento recorde em 2020

Não há dúvidas de que a pandemia afetou significativamente rotina de todos.  Para lidar com essa realidade os consumidores precisaram encontrar formas alternativas de manter hábitos e atender as necessidades específicas desse novo tempo. Nesse quesito o e-commerce teve grande destaque.  Só nos primeiros seis meses de 2020 o setor teve um crescimento de 47% em relação a todo ano de 2019. O dado foi apresentado pelo especialista em modelagem de negócios e fundador da Simples Inovação, Hawan Moraes, durante a entrevista para o programa Conexão 21.

 

Comprar determinados produtos pela internet, pedir comida por delivery já era um hábito de uma parte dos consumidores brasileiros, porem, não só mais pessoas passaram a fazer compras online, como também novos itens passaram a fazer parte da lista, é o que explica Hawan. “A principal mudança no comportamento do consumidor foi passar a comprar itens essenciais. Já comprávamos celulares e câmeras pela internet, mas agora os consumidores estão comprando arroz e feijão. A partir disso, cada vez mais pessoas então entendendo que que se pode comprar tudo pelo e-commerce com rapidez, segurança e comodidade”.

 

O incremento de consumidores impulsionado pela pandemia resultou em um faturamento recorde para o setor. De acordo com pesquisa divulgada pela ABComm – Associação Brasileira de Comércio Eletrônico – o faturamento do comércio eletrônico brasileiro, somados os meses de janeiro a agosto de 2019, alcançou a marca de R$ 41,92 bilhões.

 

Se por um lado a relação dos consumidores com o e-commerce foi bastante ampliada, por outro os empresários tiveram que se adaptar muito rapidamente a esse novo cenário.  E ainda que a realidade tenha sido imposta a todos, os pequenos negócios foram os que mais sentiram os impactos da pandemia, o que não significa que as grandes empresas também não tiveram desafios a serem superados.  “Quando se é grande o que acontece geralmente é um remanejamento de verba. Eles também tiveram que se reinventar. Pois ainda que tenham o recurso, era preciso saber onde e como aplicar esse recurso.  Já com os pequenos os problemas são muito mais acentuados, carência de equipe, conhecimento, estrutura. A dor e a necessidade fizeram com que muitos empreendedores fizessem adaptações abruptas em seus negócios.  Nós fizemos uma série de ações para ajudar empresários a desenvolverem nesse processo de transformação e ajudá-los a manter o CNPJ e os CPF por detrás das empresas”, ressaltou.

Hawan destaca ainda que estar presente na internet é fundamental e estratégico para um negócio sobreviver nessa nova realidade. “É fundamental aprender a vender online, o espaço físico e o digital se complementam, portanto, estar presente online ajuda a vender. Um empresário pode não ter seu produto considerado pelo comprador em uma pesquisa pelo fato de não ter uma presença na rede”.

 

CONEXÃO 21

Conexão 21 é um programa de entrevistas conduzido pelo fundador da NeTe Business Experience, Alberto Blois. São 21 minutos abordando temas variados sob a ótica empresarial com foco nas oportunidades de negócios. A cada edição o programa trás um convidado diferente para um bate-papo em um ponto especial da cidade do Rio de Janeiro. O programa vai ao ar toda terça-feira, as 10:30, na TV Petrópolis e 13:30 no Canal 8 em Campinas. A entrevistas completa com Hawan Moraes e todas as demais entrevistas também estarão disponíveis no canal do Conexão 21 no You Tube

Crises política, econômica e pandemia: o que esperar do Rio de Janeiro em 2021?

O Rio de Janeiro está há seis anos mergulhado na pior crise econômica e política da história do estado. Iniciada no fim de 2014, a crise é um combo entre recessão econômica, denúncias de corrupção na Petrobras e queda de arrecadação tributária. Em paralelo ao drama vivido pelo estado fluminense, o Brasil vive sua própria crise econômica, o que agrava o cenário local. Quando o Rio dava sinais de uma lenta recuperação, a pandemia provocada pelo novo Coronavírus veio para retroceder os mínimos avanços alcançados. A cereja desse bolo foi colocada pela Prefeitura da capital e a péssima administração do Bispo Marcelo Crivella. Preso faltando nove dias para terminar o mandato, Crivella não pagou o 13º salário de 2020 dos servidores, que segue sem previsão de quitação.

 

Para entender esse cenário e o que esperar do Rio de Janeiro nesse ano de 2021, a NeTe conversou com Quintino Gomes Freire, jornalista e fundador do jornal online Diário do Rio. O veículo foi fundado em janeiro de 2007 e, desde então, cobre todos os acontecimentos do Rio de Janeiro. Quintino, atribui a pandemia a queda do governador do estado e do prefeito da capital: “No cenário político, a pandemia custou significativamente aos governantes. A Wilson Witzel custou o cargo mediante às acusações de desvio na Saúde. Já para Crivella, custou a popularidade junto a população carioca, que contribuiu para a formação de uma atmosfera propícia para a derrota eleitoral,” explica o jornalista.

 

A vocação para eleger políticos corruptos

 

Nos últimos quatro anos, todos os últimos cinco governadores vivos e eleitos no Rio de Janeiro foram presos: Moreira Franco, Sérgio Cabral, Luiz Fernando Pezão, e o casal Rosinha e Anthony Garotinho. Todos respondem em liberdade, exceto Cabral, o único a confessar a culpa, que segue preso. O atual governador, Wilson Witzel, foi afastado pela justiça por denúncias de desvio de verba nos hospitais de campanha construídos para atender vítimas da pandemia e desafogar os hospitais. Witzel ainda enfrenta um processo de impeachment na ALERJ. “Dentro desse cenário, pode-se dizer que o Rio de Janeiro foi especialmente afetado. A importância da cidade e do Estado contribuem para a percepção de que a corrupção é uma característica carioca. A ressonância do Estado e da cidade para o Brasil ampliam essa imagem,” analisa Quintino.

 

Vale ressaltar que o Rio de Janeiro ainda é o domicílio eleitoral de Eduardo Cunha, família Bolsonaro e Pastor Everaldo. Para Quintino, o dedo podre do cidadão fluminense para escolha dos seus governantes, não é só um problema da população que não sabe votar, mas também das legendas políticas. “Não é possível isentar os partidos políticos e os eleitores pelas escolhas de todos. Os partidos políticos deveriam agir como filtros de representação política, privilegiando indivíduos com maior capacidade de gestão e com características de seriedade e apreço pelo bem público. No Rio, em particular, a busca por salvacionistas e soluções mirabolantes acaba pesando na decisão dos eleitores,” conta.

 

O ano de 2021 ainda será cheio de desafios e a vacina será primordial para a volta do crescimento econômico tanto regional quanto nacional. são inegáveis os desafios econômicos que o Estado e o município possuem pela frente. “No município, o pagamento de 15 folhas salariais no ano de 2021 é um dos desafios da gestão Eduardo Paes – as 13 do seu próprio exercício, o salário de dezembro de 2020 e o 13º do mesmo ano-. No Estado, o desafio é a articulação junto ao Governo Federal no contínuo enfrentamento da pandemia e a logística de suporte e emergência aos 92 municípios do Estado,” pontua Quintino.

 

Quintino acredita que nem só de desafios é feito o 2021 do Rio de Janeiro. “Ao que os dados indicam, há um cenário tímido de recuperação, considerando os pontos mais críticos em meio a pandemia. o ano de 2021 será tímido em relação a grandes obras, eventos e empreendimentos. É um ano em que a palavra chave deve ser a recuperação, tanto da autoestima do cidadão fluminense, como da capacidade econômica do Estado,” ressalta o jornalista.