Autoestima o Segredo do $uce$$o

Autor: Marcio Cerbella Freire

 

Confiança Criativa nos Negócios.

Sucesso no sentido de se conquistar um objetivo, ou algo muito desejado pode representar situações diversas em relação ao estado emocional, o segredo para que o sucesso não seja efêmero, nem fator gerador de distúrbios emocionais, está relacionado a outras duas palavras do nosso vocabulário, autoestima e confiança.

A autoestima é a forma que o indivíduo enxerga a si mesmo, representa o grau de satisfação que tem consigo mesmo, com suas atitudes, seus comportamentos, seus hábitos, sua convivência social, sua aparência, entre muitos outros fatores. Quanto maior for esse fator, mais provável será um bom equilíbrio emocional. Nesse caso provavelmente o seu organismo responderá melhor ao alimento que ingere e a vida que leva, permitindo inclusive uma aparência mais jovial e consequentemente adequada com a expectativa gerada.

Estar satisfeito consigo mesmo é o pilar de apoio mais importante da autoestima. É claro que conquistar nossos objetivos nos fortalece, mas esse não é o único combustível da autoestima. O simples fato de saber que fizemos o nosso melhor, que fomos capazes de utilizar bem as nossas habilidades, já é uma fonte de satisfação, mesmo quando não alcançamos os resultados que planejamos.

Olhando por outro ângulo, o sucesso pode por exemplo trazer consequências inesperadas ao seu eu, que o leve a incertezas, insatisfação e angústias, por exemplo, o sucesso algumas vezes traz uma exposição exagerada da imagem pessoal, pode ser que você  não se sinta confortável com isso ou que até mesmo sofra, essas situações podem diminuir o seu grau de autoestima estando  inclusive relacionadas há uma baixa na auto confiança.

Caso exista alguma área de nossa vida em que ainda não estamos utilizando de forma satisfatória nosso potencial de ação, podemos nos esforçar e transformar essa realidade. A solução depende de nossa ação! O comprometimento com nosso desenvolvimento e melhoria vai determinar o fortalecimento, ou a diminuição de nossa autoestima.

O problema é que mesmo as pessoas com autoestima elevada e que expressam confiança, costumam enfrentar altos e baixos. Esse desconforto acontece quando o indivíduo se sente deslocado em certos grupos de convivência onde está inserido ou vive situações diferentes do que está acostumado. Encarar o sucesso portanto, demanda conhecimento de si próprio, entender quais  são os componentes formadores da sua personalidade, para entender e dominar as reações prováveis a esse estado de coisas e suas consequências.

Investir na autoeducação, em outras palavras, aumentar as suas competências, vivências e aprendizados, permite um alto nível de segurança em tudo que se faz, além de dar subsídios ao conhecer de si mesmo.

Esse investimento em autoconhecimento é que estabelece a confiança em si mesmo, quanto mais confiança se tem melhor serão as respostas dadas as situações que a vida lhe apresentar, sejam elas agradáveis ou não, tornando mais felizes os seus resultados.

Ter sucesso com felicidade, harmonia e equilíbrio emocional, além de ser objeto de desejo de muitos, é também promotor do alto nível de autoestima, aumentando, portanto, a confiança própria, e o grau de acerto nas respostas e reações que necessitar escolher, o que irá te levar novamente ao caminho do sucesso gerando um círculo virtuoso infinito, sobre a tríade: + Autoestima + Confiança + Sucesso.

Ubuntu, waka, abraços e sorrisos.

Obs.: Ubuntu: palavra do dialeto de uma tribo africana que significa  “todos somos um” sugerindo uma ideia de humanidade e respeito nas relações.

Waka: palavra também de um dialeto de uma tribo africana que significa “fazer algo mesmo quando estamos andando”

Márcio Cerbella Freire é Diretor de Sorrisos da EMECF Educação Empreendedora, feliz, Master Coach, Analista de Sistemas, Pedagogo, Pós Graduado em Psicopedagogia e em Empreendedorismo e Inovação(UFF), Empreteco, Consultor, conteudista e instrutor credenciado do SEBRAE.

Vou Te Enviar um e-mail, OK?

Autora: Patrícia Carrasqueira

 

Vou te enviar um e-mail, ok? Me passe seu número, para falarmos melhor? Vou deixar um recado no seu WhatsApp, tá bem?
O combinado não sai caro, quando o Comercial respeita a LGPD.

O SERPRO (Serviço Federal de Processamento de Dados), diz que:
“O titular (dono dos dados) deve concordar, de forma explícita e inequívoca, que seus dados sejam tratados.”

Na realidade do Comercial, devemos sempre deixar claro quais são “as regras do jogo”, ou seja, se o potencial cliente lhe passa seus dados ou da empresa, você deve informar o que pretende fazer com as informações e conseguir seu consentimento.

No LinkedIn, por exemplo, conduzo a prospecção enviando um pedido de conexão com uma mensagem já explicando como a Sua Visita pode ajudar empresas a vender mais e pergunto se podemos falar mais a respeito.

Ao aceitar, a nova conexão já sabe qual é o meu objetivo.

Depois, envio uma mensagem de agradecimento e continuo o assunto, já tentando agendar uma reunião.

As pessoas que respondem positivamente, geralmente, me passam dados como e-mail e/ou telefone.

É quando eu explico o que vou fazer com estes dados e busco um ok, antes de executar uma ação.

Este é um exemplo de respeito à LGPD.

Me conte quais os cuidados que você e sua empresa têm para respeitar os dados coletados.

 

Patrícia Carrasqueira – Representante de vendas na Sua Visita

 

A Utopia Realmente Existe Quando Pensamos em Cidades Mais Inteligentes?

Autor:  Prof. Dr. André Luis Azevedo Guedes – Smart Cities Expert – UFF/UNISUAM

 

O que desperta interesses e curiosidades de empresas do porte como: Accenture, Cisco, Samsung, Huawei, Nokia, Ericsson, Qualcomm, Tesla, Enel X, Bosch, Volkswagen, ABB, Apple, Amazon, Microsoft, Google, IBM, Claro, Deloitte, Vivo, Nvidia, TIM, dentre outras, para as cidades inteligentes?

Os projetos de Smart Cities são reais no Brasil e no mundo. O olhar aguçado das grandes corporações e a variedade de financiamentos internacionais disponíveis podem ser citados como molas propulsoras deste novo mercado, um novo oceano azul, já tradicionalmente conhecido pelas visões de inovação dos autores Mauborgne e Kim.

Fontes de recursos como a União Europeia (EU), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (IADB/BID), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), o Banco Mundial (World Bank Group) traz às empresas e aos governos um novo desafio: como as corporações que atuam nos Estados e Municípios devem modelar seus “business cases” para atender um mercado estimado em bilhões de reais e que pode gerar melhoria real na qualidade de vida das populações?

A conexão entre o global e o local – também chamado por mim, carinhosamente de GLOCAL – é uma janela única de oportunidades, pois todos se digitalizaram em algum grau, uns mais e outros menos, assim como as organizações. Diante desta digitalização “forçada”, o mercado baseado em tecnologias digitais cresceu exponencialmente e as empresas deste setor foram e ainda são as que mais crescem.

Vivemos uma pandemia, mas é na baixa dos preços para investimentos no Brasil que há a entrada de recursos estrangeiros para aqueles que se planejam, seja no caso da iniciativa privada ou dos governos em seus diversos âmbitos para prover melhor qualidade de vida.

É sabido que que as cidades mais inteligentes são feitas de pessoas e não são compostas exclusivamente por novas tecnologias, mas também por uma agenda sustentável integrada, em linha com o conceito de “environmental, social and corporate governance” (ESG), além da Agenda 2030, aonde os países signatários das Nações Unidas (ONU) deveriam estar engajados no seu cumprimento.

A latente viabilização das tecnologias 5G tendem a aumentar a pressão pelas Smart Cities, pois apesar de não ser um processo simples, há carências de coberturas em muitas áreas geográficas que precisam ser atendidas pelo tradicional 3G ou 4G.

Como nos portarmos neste cenário? Considero que as tecnologias só possuem serventia se forem aplicadas para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.

Neste ponto, as grandes empresas começaram a perceber valor nestas soluções, afinal, todos nós desejamos um transporte mais rápido e limpo, mobilidade eficiente, uma saúde pública de qualidade, a constante medição dos riscos urbanos, um planejamento urbano conectado as melhores práticas internacionais e que gere crescimento local, observadas às questões estratégicas e de governança.

O futuro é agora. Como reimaginar nossas cidades e empresas diante de tanta destruição trazida pela pandemia? Se pudesse opinar, apostaria na educação e na inovação da infraestrutura considerando uma retomada econômica, com planos e ações de curto, médio e longo prazo.

 

A Tendência do Varejo com Ominchannel

Autor: Daniel Vilela -CEO & Founder/ ACV Solutions Ltda/ dvilela@acvsolutions.com.br

 

Olá pessoal, estamos aqui de volta com nossa postagem mensagem sobre a tecnologia no Varejo e hoje vamos iniciar nossa série de tendências e tecnologias que são capazes de destrancar todo o potencial do setor. Iniciaremos com uma das tendências mais impactantes atualmente: o Omnichannel.

Mas afinal o que é Omnichannel?

Omni é uma palavra do latim que significa “tudo” enquanto channel, do inglês significa “canal”. Na prática sugere uma integração entre os diversos canais de contato com o cliente (canais físicos ou offline e canais digitais ou online) para oferecer ao uma experiência de consumo unificada.

Exemplos de canais que o cliente poderia experimentar são: compras online, compras em estabelecimento físico, compras em marketplaces terceirizados, compras na loja com realidade aumentada, realidade virtual, chatbot, etc.

OmniChannel não é MultiChannel!

Muita gente confunde, na realidade dois conceitos. Multicanal, como o próprio nome sugere, é uma estratégia de alcance aos consumidores em diversos canais de comunicação, como a venda por e-commerce, venda em estabelecimentos físicos, venda através de redes sociais, etc. As empresas que praticam o multicanal fazem isso, na realidade, de maneira descentralizada, de forma que o relacionamento com o cliente é diferente em cada canal. Seria como se você fosse a um estabelecimento físico e não encontrasse os mesmos produtos ou muitas vezes com preços até diferentes do e-commerce. Além disso, o relacionamento estabelecido não segue o mesmo padrão de análise. O varejista físico não tem, por exemplo, acesso a informações de compras anteriores no e-commerce.

O omnichannel, considerado, portanto uma evolução no relacionamento com o cliente, mantém tudo conectado em uma mesma base de relacionamento. É como se você entrasse em uma loja física, conseguisse interagir com Realidade Virtual ou recebesse indicações de produtos que combinem com as últimas peças que você adquiriu por e-commerce. Fantástico, não é mesmo?

E QUAIS SERIAM OS BENEFÍCIOS?

O Omnichannel bem implementado requer dedicação e recursos. A transformação empresarial para a migração para este modelo requer esforços processuais, ferramentais e de pessoas.

Os benefícios, entretanto, são imensos.

Em primeiro lugar o negócio assume verdadeiramente o consumidor como ponto central. Desta forma o atendimento se torna mais eficiente e customizado ao perfil de cada consumidor. As informações, como são centralizadas, são mais confiáveis e acessíveis. Os custos operacionais são reduzidos pela eficiência logística e engajamento maior do cliente. A marca, sobretudo, se fortalece.

Então, gostou?

Deixa aqui o seu comentário. Tem dúvidas? Escreve aqui! Tenho certeza que compartilhar é a melhor forma de todos alavancarmos negócios no nosso país!

Até a próxima!!

Fatores Positivos num Cenário de Transformação

Autora: Claudia Wilson – CEO da BeezStudio, estratégias para aumento de competitividade de negócios

 

As oportunidades existem e estão sempre por todos os lados. Há momentos que são maiores, e momentos que são mais difíceis de se identificar, isso dependo do angulo que se vê.

Observando o cenário atual, vale destacar que a Globalização é uma oportunidade que se faz presente a cada dia mais. Num passado próximo os ambientes de negócios eram concentrados, quando se acredita que colocando todos os ovos numa mesma cesta os riscos eram menores e os ganhos melhores. A matriz de risco se mostrava favorável para esta estratégia.

No cenário presente, os fatores se alteraram, sim, comum, afinal o mundo é dinâmico, organismo vivo em constante transformação, antes fatores de baixo risco se transformaram em alto risco.

Um dos principais fatores que se alteraram no cenário atual é que o mercado é para todos. Sim, no momento atual, diluir os riscos em vários mercados se apresenta mais seguro.  Os negócios que se concentravam em alguns poucos players se apresentou ser de alto risco. O mundo se viu reféns de poucos fornecedores.

A diversificação é a estratégia chave global, e este cenário, para as empresas brasileiras, é excelente. Antes as empresas brasileiras nem ao menos eram consideradas, devido a um ambiente de negócios de alto risco, agora as empresas brasileiras são consideradas nas negociações. Ambientes de negócios de alto risco eram imediatamente descartados, atualmente dependendo da estratégia, outros fatores além do ambiente de negócios são considerados. Outro fator interessante é a questão do valor da moeda, o valor do Real, em alguns, cenários se mostra um fator de competitividade elevado.

Neste cenário as empresas brasileiras passam a ter mais oportunidades em mercados internacionais.

Ah, as empresas brasileiras estão preparadas para este novo cenário de oportunidades? O que você acredita??

Isso é um outro assunto que poderemos abordar numa próxima oportunidade.

“Todos os negócios podem melhores seus resultados”,

Estamos na Era dos Dados

Autora: Patrícia Carrasqueira

 

E, quem sabe trabalhar dados, e o faz com ética, consegue se diferenciar no mercado.

• O que a sua empresa faz com dados de clientes e prospects?
• Você usa os dados respeitando os limites da LGPD?
• Os dados que estão em seu poder, possuem autorização de uso?
• O “dono” dos dados sabem que você os detém e o que serão feitos?
• De algum modo, ele autorizou o uso?

Estas e outras perguntas podem ser respondidas por um profissional de BI (Business Inteligence), ou Inteligência de mercado.

Este profissional é o que vai minerar dados, cruzar informações e tirar conhecimentos para tomada de decisão.

Ele também capta dados do mercado e da concorrência. Identifica os movimentos e tem insights que ajudam na condução das ações.

Uma frase que morri de rir, mas é a pura verdade é: “aperte o dado até ele confessar.”

Como a sua empresa se comporta na Era dos Dados? Você tem uma área ou profissional nessa área? Já pensou em ter?

Patrícia Carrasqueira – Representante de vendas na Sua Visita

Pré-vendas: Um Passo ANTES no Processo de Vendas, que Faz a Diferença

Autora: Patrícia Carrasqueira

 

Neste artigo, você vai entender o conceito de pré-vendas e como empreendedores têm buscado soluções para acelerar e otimizar o processo comercial. Saiba também como a tendência de descentralização e terceirização de atividades acessórias têm impactado a área comercial de empresas de todos os tamanhos.

Após 21 anos no mercado, SEMPRE NA ÁREA COMERCIAL DE GRANDES EMPRESAS, E OBSERVANDO MUITO PRA TRAZER PRA MINHA PEQUENA, entendi que quanto mais “quente” e “trabalhado” chega um potencial cliente para uma reunião de fechamento, maiores são as chances de negócio.

UMA “EQUIPE DE SDRs* PRA CHAMAR DE SUA” JÁ DESENVOLVEU A CONVERSA, TROUXE DORES À TONA E CONDUZIU O CLIENTE PARA A JORNADA SE COMPRA.

*SDR (Sales Development Representative), também chamado no Brasil de pré-vendedor, é o profissional de vendas responsável por fazer a prospecção e um primeiro diagnóstico dos Leads. O objetivo é passar apenas as oportunidades mais qualificadas para os vendedores darem continuidade na negociação.

E o que é ESSE (o) “esquentar” e “trabalhar um potencial cliente?

Quando despertamos interesse em uma empresa, sobretudo, quando falamos em vendas complexas B2B (com ticket médio alto, ou que envolvem muitos decisores, por exemplo), existe uma necessidade de QUALIFICAR VERDADEIRAMENTE o interesse DE QUEM ESTA DO OUTRO LADO.

O objetivo é chegar à uma reunião de fechamento, em contato direto com o(s) decisor(es) CERTO(S), JÁ INTERESSADO(S), CURIOSO(S) PARA SABER O PREÇO, O TEMPO, PRAZO DE ENTREGA E PORMENORES INSTIGADOS ANTERIORMENTE, MAS QUE FICARAM PARA SEREM RESPONDIDOS NA REUNIÃO.

Este é um cenário ideal em um processo de pré-vendas.

Pré-vendas é um processo de prospecção ativa, o chamado Outbound Marketing, que pretendem, por exemplos, encontrar decisores no momento ideal de compra, descobrir o momento ideal de compra, uma objeção de budget e pegar informações para facilitar o processo de vendas.

E o mais interessante é que, cada vez mais micro, pequenas e médias empresas têm buscado implementar este processo. Afinal, o custo para manter uma equipe de pré-vendas internamente é alto, sem contar os riscos trabalhistas.

Quando se contrata uma empresa especializada em pré-vendas, o risco é bem menor, a medida que a operação é realizada por terceiros especializados e com equipe própria.

SEI QUE É SUPER NOMAL QUE VENHA À CABECA O DILEMA: internalizo e centralizo a área de pré-vendas ou busco uma empresa especializada?

O que eu sempre oriento ao empreendedor é que:

“Foque no faz de melhor e delegue o restante.”

A partir daí, se a empresa não tem no comercial o seu ponto forte, o ideal é buscar uma consultoria externa em pré-vendas. Só a economia de tempo compensa o investimento. Afinal, uma empresa especializada em pré-vendas, que tem método, faz melhor e mais rápido, não é mesmo?

Assim como o modelo de descentralização tem chegado às áreas de finanças, secretariado, marketing e outras, visando maior nível de especialização com os menores custos, o comercial também tem essa opção. NO ENTANTO, SE VOCÊ JÁ TEM UM TIME, PODE DESENVOLVER PARTE DELE PARA A PRE-VENDAS. POSSO TE AJUDAR EM AMBOS OS CASOS.

Gostou do conteúdo? Deixe seu comentário. Ficou com alguma dúvida, comente e eu respondo com o maior prazer,

TODO DIA É DIA DE CONSTRUIR E DESCONTRUIR, CONHECER GENTE NOVA E TROCAR IDEIAS, PARA ACRESCENTAR AO MUNDO DO OUTRO.

Patricia Carrasqueira: Representante de vendas na Sua Visita

Como as Startups Podem se Tornar uma Ferramenta de Inovação para Grandes Empresas?

Autor: Gil Vicente Gama – Advogado –  www.gilvicentegama.adv.br

 

 

“O investidor brasileiro tem perfil mais imediatista do que os do exterior, onde é mais comum que o acionista mantenha seu dinheiro em empresas com perspectivas de retorno a longo prazo. ” Com esta frase, em meados de 2013, o empresário brasileiro Eike Batista deu início a uma derrocada empresarial que lhe custou, em menos de dois anos, o derretimento de uma fortuna da ordem de 20 bilhões de dólares. Eike Batista talvez tenha sido o melhor (e talvez o pior) exemplo do tão (ou quão) longe que um brasileiro pode se arriscar, além daqueles que o seguiram em território de capital de risco, ou “venture capital”, como é chamado no mundo todo.

Na mesma época em que Eike registrava o seu exemplo do que não se deve fazer em matéria de empreendedorismo, o Global Entrepreneurship Lab do MIT Sloan Management divulgava um estudo que colocava o Brasil como um mercado emergente, porém de forma moderada, para a indústria do Venture Capital mundial. Na ocasião, registravam-se algo em torno de 20 VCs (companhias/fundos) internacionais e 10 nacionais que atuavam no país, o que colocava o país na 36ª posição do ranking global entre os 161 países medidos – três anos antes (2010), o país estava na 44ª posição, muito atrás dos outros integrantes dos BRICs e demais países considerados em desenvolvimento.

A indústria mundial de private equity e venture capital (PE/VC), da forma como a conhecemos, só começou a existir formalmente em 1946, nos EUA (Gestora ARD). No Brasil, no entanto, essa prática só foi iniciada na década de 1980 e o seu marco legal, a partir da Instrução CVM n° 209, de 25/3/1994, que dispõe sobre a constituição, o funcionamento e a administração dos chamados Fundos Mútuos de Investimento em Empresas Emergentes.

Os Norte Americanos nos ensinaram, dentre outras coisas, que a indústria de PE/VC evolui na medida em que se aprimora o ambiente institucional no qual ele se insere. Como diz o ditado: “Ninguém tropeça em montanha”. Para formar gigantes da indústria mundial, a partir de uma garagem, como foi o caso da Google, Yahoo, Microsoft e Apple – todas surgidas a partir de investimentos originados de fundos de VCs -,  são necessárias a tomada de medidas de baixa complexidade e muita vontade institucional, muito distantes das opções feitas pelo Brasil nas últimas décadas.

Quer espantar investidores? Faça como o Brasil em quatro estágios: 1) Crie um sistema complexo de impostos; 2) Deixe o governo regular os negócios, por meio de uma complexidade de procedimentos que consome tempo e dinheiro de quem quer começar e fechar uma empresa; 3) Fomente leis restritivas de trabalho, que tornam um desafio o momento em que é preciso escalar o negócio de maneira rápida, criando problemas a longo prazo; 4) Invista em um sistema de educação defasado, de aversão cultural ao empreendedorismo e que reduz a quantidade de capital humano para a criação de tecnologias.

Segundo o relatório “Doing Business 2014/2105”, editado pelo Grupo Banco Mundial, a Nova Zelândia é o país onde é mais fácil abrir um negócio dentre 189 economias estudadas pelo Banco Mundial. Lá, empreendedores são capazes de abrir uma empresa em menos de um dia (Fazendo Negócios, em português). No Brasil, são necessários 107,5 dias para criar uma empresa, o que coloca o país na 123ª posição do ranking. Além disso, é preciso quatro anos para resolver casos de insolvência (quando a empresa encerra as atividades com dívida) e há 14 procedimentos para registrar uma propriedade num prazo de 30 dias.

Dentre as economias que mais melhoraram o seu desempenho nas áreas analisadas pelo relatório Doing Business no ano 2013/2014, o Brasil ficou atrás do Tajiquistão, Benim, Togo, a Costa do Marfim, o Senegal, Trinidad e Tobago, a República Democrática do Congo, o Azerbaijão, a Irlanda e os Emirados Árabes Unidos.

Com este cenário, no Brasil, segundo dados da ABVCAP – Associação Brasileira de Venture Capital e Private Equity e da Auditoria KPMG, a indústria de capital de risco já orbitou na casa dos 100 bilhões de reais de capital para investimento, enquanto que nos Estados Unidos essa quantia é 20 vezes maior. A relação entre o capital investido por ano e o Produto Interno Bruto também ilustra essa defasagem: é cerca de três vezes menor aqui do que em países desenvolvidos. O mesmo se repete com o número de gestoras. Enquanto nos Estados Unidos existem mais de 700, apenas de venture capital, no Brasil esse número nunca chegou a 100.

Na província de Guangdong (onde estive em 2010), próxima de Hong Kong, na Zona Franca de Shenzhen, responsável por tirar a China da inércia econômica e torná-la uma grande potência mundial, as autoridades locais costumam dizer “muito obrigado” a brasileiros que visitam o local e sabem o motivo? Shenzhen foi inspirada na Zona Franca de Manaus.

E-commerce tem crescimento recorde em 2020

Não há dúvidas de que a pandemia afetou significativamente rotina de todos.  Para lidar com essa realidade os consumidores precisaram encontrar formas alternativas de manter hábitos e atender as necessidades específicas desse novo tempo. Nesse quesito o e-commerce teve grande destaque.  Só nos primeiros seis meses de 2020 o setor teve um crescimento de 47% em relação a todo ano de 2019. O dado foi apresentado pelo especialista em modelagem de negócios e fundador da Simples Inovação, Hawan Moraes, durante a entrevista para o programa Conexão 21.

 

Comprar determinados produtos pela internet, pedir comida por delivery já era um hábito de uma parte dos consumidores brasileiros, porem, não só mais pessoas passaram a fazer compras online, como também novos itens passaram a fazer parte da lista, é o que explica Hawan. “A principal mudança no comportamento do consumidor foi passar a comprar itens essenciais. Já comprávamos celulares e câmeras pela internet, mas agora os consumidores estão comprando arroz e feijão. A partir disso, cada vez mais pessoas então entendendo que que se pode comprar tudo pelo e-commerce com rapidez, segurança e comodidade”.

 

O incremento de consumidores impulsionado pela pandemia resultou em um faturamento recorde para o setor. De acordo com pesquisa divulgada pela ABComm – Associação Brasileira de Comércio Eletrônico – o faturamento do comércio eletrônico brasileiro, somados os meses de janeiro a agosto de 2019, alcançou a marca de R$ 41,92 bilhões.

 

Se por um lado a relação dos consumidores com o e-commerce foi bastante ampliada, por outro os empresários tiveram que se adaptar muito rapidamente a esse novo cenário.  E ainda que a realidade tenha sido imposta a todos, os pequenos negócios foram os que mais sentiram os impactos da pandemia, o que não significa que as grandes empresas também não tiveram desafios a serem superados.  “Quando se é grande o que acontece geralmente é um remanejamento de verba. Eles também tiveram que se reinventar. Pois ainda que tenham o recurso, era preciso saber onde e como aplicar esse recurso.  Já com os pequenos os problemas são muito mais acentuados, carência de equipe, conhecimento, estrutura. A dor e a necessidade fizeram com que muitos empreendedores fizessem adaptações abruptas em seus negócios.  Nós fizemos uma série de ações para ajudar empresários a desenvolverem nesse processo de transformação e ajudá-los a manter o CNPJ e os CPF por detrás das empresas”, ressaltou.

Hawan destaca ainda que estar presente na internet é fundamental e estratégico para um negócio sobreviver nessa nova realidade. “É fundamental aprender a vender online, o espaço físico e o digital se complementam, portanto, estar presente online ajuda a vender. Um empresário pode não ter seu produto considerado pelo comprador em uma pesquisa pelo fato de não ter uma presença na rede”.

 

CONEXÃO 21

Conexão 21 é um programa de entrevistas conduzido pelo fundador da NeTe Business Experience, Alberto Blois. São 21 minutos abordando temas variados sob a ótica empresarial com foco nas oportunidades de negócios. A cada edição o programa trás um convidado diferente para um bate-papo em um ponto especial da cidade do Rio de Janeiro. O programa vai ao ar toda terça-feira, as 10:30, na TV Petrópolis e 13:30 no Canal 8 em Campinas. A entrevistas completa com Hawan Moraes e todas as demais entrevistas também estarão disponíveis no canal do Conexão 21 no You Tube

Crises política, econômica e pandemia: o que esperar do Rio de Janeiro em 2021?

O Rio de Janeiro está há seis anos mergulhado na pior crise econômica e política da história do estado. Iniciada no fim de 2014, a crise é um combo entre recessão econômica, denúncias de corrupção na Petrobras e queda de arrecadação tributária. Em paralelo ao drama vivido pelo estado fluminense, o Brasil vive sua própria crise econômica, o que agrava o cenário local. Quando o Rio dava sinais de uma lenta recuperação, a pandemia provocada pelo novo Coronavírus veio para retroceder os mínimos avanços alcançados. A cereja desse bolo foi colocada pela Prefeitura da capital e a péssima administração do Bispo Marcelo Crivella. Preso faltando nove dias para terminar o mandato, Crivella não pagou o 13º salário de 2020 dos servidores, que segue sem previsão de quitação.

 

Para entender esse cenário e o que esperar do Rio de Janeiro nesse ano de 2021, a NeTe conversou com Quintino Gomes Freire, jornalista e fundador do jornal online Diário do Rio. O veículo foi fundado em janeiro de 2007 e, desde então, cobre todos os acontecimentos do Rio de Janeiro. Quintino, atribui a pandemia a queda do governador do estado e do prefeito da capital: “No cenário político, a pandemia custou significativamente aos governantes. A Wilson Witzel custou o cargo mediante às acusações de desvio na Saúde. Já para Crivella, custou a popularidade junto a população carioca, que contribuiu para a formação de uma atmosfera propícia para a derrota eleitoral,” explica o jornalista.

 

A vocação para eleger políticos corruptos

 

Nos últimos quatro anos, todos os últimos cinco governadores vivos e eleitos no Rio de Janeiro foram presos: Moreira Franco, Sérgio Cabral, Luiz Fernando Pezão, e o casal Rosinha e Anthony Garotinho. Todos respondem em liberdade, exceto Cabral, o único a confessar a culpa, que segue preso. O atual governador, Wilson Witzel, foi afastado pela justiça por denúncias de desvio de verba nos hospitais de campanha construídos para atender vítimas da pandemia e desafogar os hospitais. Witzel ainda enfrenta um processo de impeachment na ALERJ. “Dentro desse cenário, pode-se dizer que o Rio de Janeiro foi especialmente afetado. A importância da cidade e do Estado contribuem para a percepção de que a corrupção é uma característica carioca. A ressonância do Estado e da cidade para o Brasil ampliam essa imagem,” analisa Quintino.

 

Vale ressaltar que o Rio de Janeiro ainda é o domicílio eleitoral de Eduardo Cunha, família Bolsonaro e Pastor Everaldo. Para Quintino, o dedo podre do cidadão fluminense para escolha dos seus governantes, não é só um problema da população que não sabe votar, mas também das legendas políticas. “Não é possível isentar os partidos políticos e os eleitores pelas escolhas de todos. Os partidos políticos deveriam agir como filtros de representação política, privilegiando indivíduos com maior capacidade de gestão e com características de seriedade e apreço pelo bem público. No Rio, em particular, a busca por salvacionistas e soluções mirabolantes acaba pesando na decisão dos eleitores,” conta.

 

O ano de 2021 ainda será cheio de desafios e a vacina será primordial para a volta do crescimento econômico tanto regional quanto nacional. são inegáveis os desafios econômicos que o Estado e o município possuem pela frente. “No município, o pagamento de 15 folhas salariais no ano de 2021 é um dos desafios da gestão Eduardo Paes – as 13 do seu próprio exercício, o salário de dezembro de 2020 e o 13º do mesmo ano-. No Estado, o desafio é a articulação junto ao Governo Federal no contínuo enfrentamento da pandemia e a logística de suporte e emergência aos 92 municípios do Estado,” pontua Quintino.

 

Quintino acredita que nem só de desafios é feito o 2021 do Rio de Janeiro. “Ao que os dados indicam, há um cenário tímido de recuperação, considerando os pontos mais críticos em meio a pandemia. o ano de 2021 será tímido em relação a grandes obras, eventos e empreendimentos. É um ano em que a palavra chave deve ser a recuperação, tanto da autoestima do cidadão fluminense, como da capacidade econômica do Estado,” ressalta o jornalista.