Coworking – A Evolução do Trabalho

Autora: Roberta  Cassiano – Station Coworkers

 

 

Para conhecerem melhor a utilização dos escritórios atualmente, abaixo um pouco sobre a evolução dos ambientes de trabalho, desde o início dos escritórios até hoje.

Porque se fala tanto em Coworking – esse novo conceito de escritório, que não é tão novo assim – começou em 2005 nos EUA (Columbia) com Brad Neuberg – aonde ele fez um post para convidar as pessoas a utilizarem seu espaço de escritório para dividir as despesas – esse “dia” ficou intitulado de Coworking Day (9/agosto).

Então, começamos lá no início do século XX, Era Taylorista, de Frederick Taylor, aonde layouts tradicionais reforçam a hierarquia, passando pela época dos cubículos, o início do computador, entrando no mundo virtual, até hoje em dia, com o open office / compartilhamento de espaço de trabalho com toda segurança e protocolos de limpeza na pandemia Covid19.

Desde o início dos anos 2000, com a evolução da tecnologia e das ferramentas de trabalho, você pode trabalhar de qualquer lugar. Então os coworkings surgiram como uma alternativa de home office, para diminuir o atrito entre vida pessoal e profissional.

Coworking – é um ambiente de escritório que oferece posição de trabalho, aonde inclui serviço e infraestrutura necessária para você focar no seu negócio. Como internet, salas de reunião, recepção, cafeteria, espaço descanso, secretária, limpeza, segurança, e toda administração do escritório (condomínio, aluguel, IPTU, contas em geral). Pode ser um espaço mais “descolado”, ou executivo. Vai depender o seu perfil, ou da sua empresa. Pois é um facilitador para de diversos profissionais autônomos, pois você aluga sem a preocupação de manter o espaço físico. O importante é ter disciplina para o trabalho.

Agora essa tendência vem se expandindo para empresas com o maior número de colaboradores, e até mesmo multinacionais, mas bem divulgado no meio das startups. Todo tipo de empresa em qualquer indústria (segmento) pode ir para Coworking. Pequena, media, e grande porte, startup, multinacional.

Sempre em constante atualização, o modelo de Coworking precisou se adaptar na pandemia da Covid19 para continuar na competição escritórios implantando todos os protocolos de segurança: distanciamento, higienização diária, além do conforto para focar no seu negócio.

*Censo Coworking Brasil 2019

 

Principais Variáveis:

* Economia – se fizermos a conta, tem-se uma economia entre escritório e Coworking em média de 40%

* Localização

* Conforto

 

Principais Benefícios:

* Investimento inicial zero

* Sistema completo de telecomunicação

* Internet dedicada

* Suporte administrativo e operacional

* Serviços adaptados a necessidade do cliente

* Sala reunião equipadas para sua reunião

 

 

 

Confiança Criativa nos Negócios

Autor: Márcio Cerbella Freire é Diretor de Sorrisos da EMECF Educação Empreendedora, feliz, Master Coach, Analista de Sistemas, Pedagogo, Pós Graduado em Psicopedagogia e em Empreendedorismo e Inovação(UFF), Empreteco, Consultor, conteudista e instrutor credenciado do SEBRAE.

 

 

Resumo: este artigo dá início a coluna de mesmo nome, a intenção é passear no mundo da criatividade fazendo uma conexão com as possibilidades que a confiança e o pensamento criativo podem promover neste cenário.

Ao longo de minha jornada percebi que muitos empresários encaram a criatividade e a inovação como uma espécie de dom inato e de difícil aquisição, mas hoje posso afirmar que essa capacidade existe em todo humano e que pode e deve ser estimulada.

Mas de que vale a criatividade no mundo dos negócios? Vale principalmente para não nos limitarmos a respostas pré-concebidas ou ainda que sejam expressão de normalidade, afinal, ainda vemos muitos empresários de vários setores desistirem de seus negócios ou se limitarem a uma rotina de sobrevivência camicase recorrendo, por exemplo, a créditos ou empréstimos para manter uma engrenagem deficitária em funcionamento.  Em momentos de crise, principalmente, é comum encontrarmos respostas para as situações que vivemos nos fatores externos promotores da crise, que levam ao desespero e a desesperança. Em contraponto a isso uma das possibilidades da criatividade é nos permitir fazer perguntas novas para as velhas questões, possibilitando respostas novas e quem sabe inovadoras, capazes de trazer soluções e nova esperança.

A ideia aqui é pensar que sempre podemos olhar uma determinada situação por vários pontos de vista diferentes, buscando por exemplo novos olhares, novos públicos novos clientes ou ainda novas utilidades para um mesmo fato ou objeto.

Por exemplo, se estivermos certos que não existe possibilidade para que nosso negócio possa funcionar ou sobreviver em tempos de restrições, como o que estamos vivendo, a consequência é que muito provavelmente vamos fechar as portas. No entanto se nos permitirmos pensar em novas perguntas que gerem respostas diferentes, talvez possamos até mesmo fazer o negócio crescer apesar dos desafios a ele impostos.

Importante perceber que normalmente um processo criativo para empreendedores se inicia na impossibilidade ou nos problemas, que a partir de novas questões e pontos de vista diferentes, se transforma em oportunidade, uma vez que quando resolvemos um problema, seja ele nosso ou de outrem, esta solução pode ser replicada para muitas outras pessoas podendo se transformar em um produto ou serviço lucrativo.

Em alguns dos treinamentos e palestras que tenho feito, pergunto aos participantes para que serve uma empresa?  Sempre vem muitas respostas baseadas na consequência e quase nunca na causa, alguns respondem que serve para ter lucro, outros dizem que é para alcançar liberdade, outros ainda, que é para deixar de ser empregado, mas raramente alguém responde algo semelhante ao que descobri vivendo no mundo empreendedor, esses mais de trinta anos,  que uma empresa serve na verdade para ajudar a resolver problemas, sonhos, desejos ou necessidades das pessoas! O resto é consequência, e nesse caso, é natural que se ela ajuda um grupo de pessoas, que receba e lucre por isso. Se um negócio não ajuda nada para ninguém, ou seus proprietários usam a criatividade, criando novas perguntas, ou o negócio vai deixar de existir.

Para que possamos iniciar no mundo criativo o primeiro passo é aceitar as incertezas e aprender a lidar com o fracasso, ou seja, conviver com o erro aprendendo a usá-lo a nosso favor.

Divido aqui com vocês uma formula quase matemática para a construção da confiança criativa:

IMPOSSIBILIDADE + NOVAS PERGUNTAS = NOVAS IDEIAS

Apoiado nessa formulação, podemos então seguir para o famoso ciclo PDCA, Plan, Do, Check, Action, ou ainda planejar, fazer, verificar e corrigir. Ou seja, a partir de perguntas novas para uma questão, antes vista como impossível de ser resolvida, pensamos e planejamos novas ideias, que podem ou não ir a diante, mas que passando pelo ciclo citado e apresentado na figura acima, permitem uma construção continuada de novos sucessos, antes considerados improváveis.

Portanto aqui iniciamos um convite ao ser criativo que existe em cada empresário para que busquem antes das respostas, as perguntas livres, que possam aumentar a confiança e gerar uma nova realidade bem sucedida nos negócios e na vida!

Ubuntu, waka, abraços e sorrisos.

Seguros! . . . . O que acontecerá a partir de 2022?

AutorProf. Dr. Ivo Loyola, Cientista de Dados (Atuário, Contabilista, Estatístico, Matemático) * WCTA Ltda.

 

Nesta oportunidade, nós abordaremos sobre um evento que, poucas pessoas tem conhecimento sobre o que acontecerá, e o que modificará, em muito, os valores a serem pagos pelos seguros em 2022.

O agente provocador dessa quebra de paradigma é, algo que se denomina IFRS-17, ou seja, uma norma contábil e de procedimento internacional, que exigirá das seguradoras uma enorme modificação na forma como elas são geridas e como são tomadas as decisões.

As seguradoras dependem de um profissional muitíssimo qualificado, denominado “atuário”. É, técnico especialista em mensurar e quantificar os riscos com o objetivo de serem ou não segurados. Também cabe a ele precificar estes riscos, calcular as reservas técnicas e matemáticas e, opinar na regulação de sinistros.

Hoje, no Brasil, os atuários estão mais ocupados em enviar informações aos órgãos reguladores e com isso, as decisões de fato, são tomadas pelas áreas comercial e jurídica, sem quase nenhuma interveniência dos atuários.

No dia 31 de dezembro de cada ano, as seguradoras encerram seu exercício social e um novo exercício se inicia em 1º de janeiro. Excepcionalmente, neste fim de exercício (ou seja, 2021) haverá a adoção dos procedimentos de IFRS-17. Isto significa que as seguradoras devem recalcular as reservas técnicas e as matemáticas. Devem também, precificar os seus produtos pelas novas regras. Há um número muito grande de procedimentos a serem adotados que certamente alterarão os lucros das seguradoras e o preço dos produtos a serem comercializados a partir de 2022.

A maior mudança é a exigência de modelos estatísticos e matemáticos para medir o risco, a probabilidade de sinistros, o montante necessário para a constituição de reservas e os preços dos produtos. Uma seguradora preocupada com a qualidade de sua operação também modificará as diretrizes para aceitação e rejeição de riscos e, para a regulação de sinistros.

Os leitores podem imaginar que isto é uma mudança completa na forma de operar em relação ao que se pratica nos dias de hoje. Os modelos atuariais a serem adotados não são tão simples como parecem ser, e mais ainda, será necessário serem calibrados. E o atuário caberá desenvolver uma sensibilidade ao modelo, o que demandará alguns meses, para que possa analisar os resultados corretamente.

As diretorias e gerências estarão muito envolvidas em decisões que precisarão ser tomadas considerando a utilização de parâmetros técnicos que não são de interpretação trivial.

Para o comprador de seguro na ponta resta a surpresa, provavelmente um aumento nos prêmios que paga pelos seguros que costuma contratar, mesmo que não haja mudanças nos riscos cobertos pela seguradora.

Os segurados precisam começar a questionar os seus corretores de seguros e outros intermediários sobre como serão afetados pela aplicação do IFRS-17. Não podem aceitar a resposta mais simples de que nada mudará, que são apenas procedimentos internos. Não são! E mudará em muito, a relação de todos com os seguros que contratam. Cabe às seguradoras, desde já, explicar aos segurados o que os espera mais à frente.

 

O novo século XXI, o novo normal e o novo futuro

Autor: Paulo Bandeira de Mello. – Business Advisor, autor e CEO da Casa Darwin Evolutio.

 

Vuca! Para os mais desavisados, pode parecer um neologismo de comunidades das periferias das grandes cidades; ou, então, um neologismo de verão,  introduzido nas areias das praias icônicas de nosso litoral sob o sol do verão.  Na verdade, VUCA é um acrônimo criado pelo exército americano, ao fim da guerra fria, que  procura  descrever as novas e diversas situações e configurações de guerra, como ambientes voláteis (volatility), incertos (uncertainty),  complexos (complexity) e ambiguos (ambiguity).

A modernidade líquida

Uma expressão, no campo militar,  de um novo inconsciente de nossa civilização, que se consolida na virada do século XXI, muito bem capturado por Bauman em seu conceito de modernidade líquida. Nele, o filósofo polonês apropria-se do termo líquido para fazer analogia ao estado da matéria que mais se transforma.

Assim, Bauman ensaia que o homem dessa modernidade líquida é considerado fluido, com grande flexibilidade de adaptação e diversas mudanças comportamentais, intelectuais e sentimentais, acompanhando o ritmo de transformação da nova sociedade.

Estavam, assim, escancaradas as premissas do que seria o século XXI que nos espreitava na curva. Seriam, estes, os novos tempos da “Era de aquários” como propugnava os versos da música tema do musical “Hair” de 67, mais tarde adaptado para o cinema?

A alvorada da era de Aquários

O fato, é que os versos “… the dawninig of age of aquarious …”, assim como toda a obra,  consolidava a cultura jovem (na verdade a contracultura) que havia ensaiado seus primeiros passos, na década de 50. A afirmação de uma geração de jovens que se empoderavam em resposta ao protagonismo e sacrifício de outros jovens em atuação nos campos de batalha europeus na 2ª. Grande guerra.

O mundo nunca mais seria o mesmo e os reflexos desse empoderamento seguem em marcha até os dias atuais.

“O mundo nunca mais será o mesmo” é o que, igualmente, passamos a ouvir nesses tempos de pandemia. Na verdade,  já havíamos ouvido isso, na voz do locutor em off, que narrava em tempo real, para expectadores estarrecidos, a audácia de terroristas no atentado às torres gêmeas em Nova York.

O novo normal

Parece que os generais americanos e Bauman estavam com razão. Parece, também, que Cazuza estava com razão quando, como arauto de sua geração, afirmou que via “… um museu de grandes novidades …”.

Parece que a pandemia homologou, vaticinou,  certificou e retirou o véu sobre o que já andavam “falando pelos guetos e no breu das tocas“!

Apertem os cintos, o século XXI vai começar de novo!

É interessante observar o imenso exercício de especulação que fazem sobre o  que será esse “novo século XXI” que ganhou como alcunha a expressão  “o novo normal”, capaz de abrigar convicções antagônicas: um certo armagedon pós-moderno, em que Bauman se apressaria em me corrigir para “armagedon fluído”.

Na verdade, creio eu, esse será o “novo normal”, já me apropriando dessa expressão para o novo século XXI: a fluidez de nossos tempos imposta pela dicotomia das convicções, que nos expõe a navegar por “águas” mais do que voláteis, incertas, complexas e ambíguas. Diria eu, propriamente caóticas …, mas isso já é outra história para outro post.

O  pensamento humanista em face da aceleração tecnológica

Na verdade, creio que as marchas e contramarchas do contraditório dialético expresso, por um lado, por  uma visão técnico-científica e, por outro, por uma visão humanista de nossa civilização vão impor o ritmo, a direção e o sentido de sua síntese.

Eu vejo como expressão máxima do vetor técnico-científico, o conceito proposto por Ray Kurzweil, diretor de engenharia do Google: o ponto de singularidade tecnológica que expressa o avanço e utilização da transformação digital como destino implacável de nossa civilização.

O ponto de singularidade

Para Kurzweil, a singularidade é aquele momento em que todos os avanços tecnológicos, particularmente em inteligência artificial (IA), levarão a máquinas mais inteligentes que os seres humanos, transformando-nos em “seres” de segunda classe (complemento meu).

Nesse sentido, nossa civilização marcharia rumo a essa profecia, de tal modo que ela se “autorrealize”, em face de uma corrida frenética, ágil e veloz de empresas, instituições de ensino e pesquisa para alcançar vantagens competitivas em um mundo cada vez mais tecnológico,  competitivo e seletivo. Em alguma dimensão, é o que tem marcado esses primeiros vinte anos desse já “velho século XXI”.

A evolução humanista

Por outro lado, eu vejo como expressão máxima do vetor humanista, uma evolução espiritualista do indivíduo, levando nosso mundo a um suposto estado de regeneração, conforme expressada em diversas correntes de pensamento espiritualista, mas que também encontra eco em uma dimensão pragmática, como a agenda 2030 da ONU, onde apresenta o conjunto das ODS’s para um mundo mais sustentável. De fato, já reconhece uma certa  mudança de comportamento do consumidor, mais preocupado com o impacto holístico do nível do comportamento ético das empresas

Fica muito clara essa percepção quando se nota o sucesso do conceito proposto por Simon Sinek à cerca dos “círculos de ouro”, onde visa reforçar a importância do propósito das empresas em sua atuação nos mercados; uma visão mais humanista de suas responsabilidades.

A princípio, parece haver um fortalecimento dessa visão humanista, em face do impacto da pandemia no consciente e inconsciente dos indivíduos:  pessoas estão  mais atentas  a reconhecer a interdependência das relações em uma visão mais humanitária.

Visão de curto prazo versus longo prazo

A meu conceito, são menos importantes as consequências de curto prazo, que retratam mais a forma de se lidar com o momento atual que, como bem diria Bauman e os militares americanos, é fluida, volátil, incerta, complexa e ambígua; enfim … transitória e passageira.

O que mais me importa são as narrativas, apropriadas pelos diversos agentes ao redor do planeta, que professam um ou outro interesse, ou apenas alinham-se a um ou outro interesse por questões particulares. E mais, como essas narrativas vão interagir na construção da mentalidade do novo indivíduo que emerge deste cenário insólito que vivemos.

No fundo, creio que é a mentalidade dos indivíduos, resultante dos embates num ambiente fluído e caótico que vai determinar qual sociedade teremos; não as profecias que querem se autorrealizar.

A construção de uma nova mentalidade

O caminho se faz na caminhada. Não há linha de chegada demarcada. Somos todos cocriadores dos tempos que viveremos, a partir da capacidade que temos de influenciar e sermos influenciados em face de crenças e convicções, que também são fluídas e caóticas.

Enfim, costumo dizer que sou um otimista por necessidade. Confio no ser humano e em sua marcha evolutiva implacável para um mundo melhor. Confio no progresso que já fez a geração millenials e, principalmente, a geração que emerge no ventre desse momento histórico, como emergiu uma juventude no pós-guerra no século XX.

Creio que o avanço tecnológico, predito por Kurzweil, haverá de se harmonizar com nossa dimensão humana  para um futuro mais próspero para toda a humanidade.

Mas o futuro que espero não está posto. Não é  profecia ou predição. Também não é apenas expectativa e desejo. É uma  vontade ativa, traduzida em trabalho e esforço de ação e convencimento, que começa hoje e se propaga no tempo e no espaço por um mundo melhor.

 

A Tecnologia e o Varejo no Brasil

Autor: Daniel Vilela, ACV Solutions, CEO & Co-Founder

 

 

Sejam bem vindos à primeira matéria aqui da NeTe dedicada à tecnologia para o Varejo. Aqui vamos explorar alguns pontos bem interessantes, com um ponto de vista diferente do tradicional, com a finalidade de trazer informação e contextualização do que são algumas das principais tendências e benefícios, enquanto tropicalizamos e refletimos sobre a aplicação delas no âmbito nacional.

Nosso setor de Varejo, como quase todos setores no nosso país, é muito inerte na utilização de tecnologia. Em 2008, por exemplo, o e-commerce representava menos 5% de todo o faturamento do varejo no país. Na realidade, muito pouco se avançou na utilização deste canal como fonte de faturamento. Levamos quase 20 anos para alcançarmos uma penetração desta magnitude no país.

Obviamente, a pandemia trouxe para o setor, uma grande aceleração e adaptação por questões de saúde e regulamentação pública. De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), em parceria com a Neotrust,  experimentamos em 2020 um crescimento de 68% de vendas online, terminando 2020 com 10% do faturamento relacionado ao comércio eletrônico exclusivamente. Obviamente, por questões maiores do que a simples decisão da adoção ou não da tecnologia estão fatores sociais, educacionais e de infraestrutura. E por estes motivos o comércio online sozinho, não é o única ou a  mais correta solução tecnológica para todos os negócios.

Em um país pouco educado existe muita dificuldade de utilizar ferramentas tecnológicas e grande desconfiança do público consumidor, a compra exclusivamente online como forma principal ou secundária de consumo não permite, desta forma, uma adoção tão volumosa. Além deste ponto, para que o comércio eletrônico consiga ganhar tração, muito investimento é necessário em infraestrutura, logística e pagamento. O varejo físico deve por muitos anos permanecer como principal braço do setor.

A partir daí analisamos diferentes tendências que são realidades em muitos países e que se formam em torno do varejo tradicional principalmente potencializando suas próprias características enquanto traz benefícios às suas fraquezas. Desta forma não só a tecnologia se adapta à realidade como ela permite que pequenos e médios empresários do setor tenham condições de ser relevantes ao público local frente aos grandes varejistas online.

Fiquem ligados nas próximas matérias. Vamos explorar diferentes possibilidades e oportunidades de tecnologia para o Varejo! Até lá!

A Luz Voltará a Brilhar

Autora:  Vicenza Merecci  – Gestora em Marketing e Mídias Sociais / Designer, Estilista / Empresária no ramo da Moda

 

 

“É com muita gratidão que início minha jornada como colunista nesta plataforma tão relevante para nós empresários. Como empreendedora e empresária no ramo da Moda, a partir desta coluna estarei pontuando diversas situações do segmento no qual trabalho. Todos sabemos do momento difícil e de reinvenção pelo qual a população e indústrias mundiais vêm passando.

Eu, como profissional há 8 anos, me vi contra a parede, tendo que fechar minhas portas da confecção e dar o passo pra trás necessário para meu impulsionamento.

Perdi meu contato de exportação na Madeira em Portugal, no qual eu tinha plena confiança e me agarrava como uma criança à perna de seu pai. Diante dessa situação, voltei minha mente aos trabalhos manuais, com modelagens planas, onde tudo começou.

Vejo pessoas desesperançosas quanto ao futuro, mas de uma coisa tenho certeza, a Luz voltará a brilhar!”

 

Quando Imaginaríamos que a Evolução do “Office” seria a “Home”?

Autor: Theonácio Lima Júnior – Diretor – TAVTEC Tecnologia

 

 

Em março de 2021 a situação pandêmica do mundo completou 1 ano, e com ela fez aniversário também um tipo de trabalho que revolucionou o ambiente corporativo: o home office. Sim, o trabalho remoto já existia há tempos, mas com a chegada da pandemia de COVID-19 e as medidas de isolamento social este foi abrupta e exponencialmente incorporado ao dia-dia das empresas e de seus colaboradores.

O trabalho remoto havia batido recorde no Brasil em 2018, muito devido à alta informalidade no país, que encerrou o mesmo ano em 41,1%, segundo levantamento do IBGE, porém nos dias finais de março de 2020 esses números já haviam sido superados – seis em cada dez brasileiros aderiram ao home office, representando 59,9% da amostra selecionada para a pesquisa realizada pela Hibou em parceria com a Indico.

Muitos estudos ao longo de 2020 comprovaram a satisfação e a motivação que o teletrabalho despertou nos colaboradores – trabalhar de casa ou de outro lugar fora da empresa foi apontada como a opção dos sonhos para 49% das pessoas empregadas, 55% dos autônomos e 55% dos desempregados, segundo a pesquisa Alelo Hábitos do Trabalho, realizada pelo Instituto Ipsos entre agosto e setembro de 2019 – porém o home office não agrega benefícios somente à vida do colaborador. As empresas que optam pelo regime de trabalho não tão convencional também se beneficiam muito.

Além da óbvia redução de custos, o trabalho remoto contribui positivamente para as corporações através de vantagens fiscais, redução de desperdício de recursos, contratações mais assertivas de especialistas e demais talentos sem a limitação da distância, economia com encargos sociais, diminuição da rotatividade de funcionários e menos absenteísmo para o RH.

Mais do que apenas uma vantagem competitiva, o home office acabou se tornando um benefício aguardado pelos colaboradores. Esse regime de trabalho está altamente ligado ao fortalecimento da cultura organizacional da empresa, e depende de alguns fatores para que seja viável aplica-lo na companhia: realização de pesquisa para saber se a infraestrutura necessária está sendo devidamente fornecida aos funcionários, reforço da política de feedback, estimulando a comunicação interna, além da instauração de regras, horários e determinações pertinentes à empresa e ao setor.

O mercado de trabalho está sempre se inovando, principalmente na atualidade com o surgimento regular de muitas facilidades e novas tecnologias, e a implantação do teletrabalho é uma dessas inovações que as empresas devem acompanhar para continuar em destaque em meio a um cenário corporativo tão competitivo.

Home Office é um diferencial em produção e em qualidade de trabalho.

A TAVTEC Tecnologia está apta a auxiliar toda e qualquer empresa que precisar de auxílio. Não importa o segmento e nem a área de atuação, pois mais especifica que seja, somos seu Amigo Virtual. Conte com nossa experiência e eficácia nos resultados.

A “Inovabilidade” como visão estratégica para o século XXI.

Autora: Flavia Bendelá

 

 

Acho engraçado como algumas pessoas falam do século XXI como se já estivesse determinado pelos seus vinte primeiros anos de estreia.

Quando lanço um breve olhar para o que ocorria no início do século XX, penso que poucos poderiam prever como terminaria. E não é meu objetivo aqui fazer um resgate histórico, mas levantar como a forma dos negócios se transformou totalmente, bem como o comportamento social, enquanto alguns conceitos básicos para a economia, como a mudança de visão na gestão empresarial, até hoje não foram completamente adotados pelo mercado. E por que?

Na minha visão, é porque dói… Dói na hora de admitir erros, dói na hora de sair da zona de conforto, dói na hora de compartilhar decisões, dói se expor como gestor. Pode ser uma visão simplista… talvez? Mas, sobretudo, humanista. Gestores são indivíduos fadados a falhas, que sofrem com problemas emocionais, que tem contas a pagar, que tem medo de julgamento externo… ainda que pensem que não.

Pode ser que não explique totalmente, mas seja uma das prováveis razões de se falar tanto em inovação, conceito já bastante trabalhado pelo economista austríaco Joseph Schumpeter ainda nas décadas de 30 e 40, e até hoje ainda não haver tantas empresas que realmente apliquem um conceito de inovação estratégica.

Ou seja, gestores querem inovar, entendem que precisam inovar, mas há uma dificuldade organizacional que impede na prática mudanças na gestão e cultura da empresa para a integração deste conceito como visão estratégica de todo o negócio. Aliás gostaria de somar a isso um outro conceito que também assumo como premissa para o direcionamento de business: a sustentabilidade.

Inovação e sustentabilidade andam de mãos dadas no século XXI e não há como ser competitivo e exponencialmente rentável se essa dupla, reconhecida pelo termo “Inovabilidade”, não for inserida no planejamento das empresas, não como áreas de negócios, mas como princípio para a estratégia do negócio. Essa mudança de visão na gestão estratégica empresarial é primordial para que o seu negócio sobreviva aos grandes desafios que ainda virão nos longos oitenta anos que temos pela frente até a próxima virada.

 

Flavia Bendelá

flavia.bendela@portaldis.com.br

Founder e Chairwoman do DIS – Distrito de Inovação e Sustentabilidade.

Empreendedora, Palestrante TEDX, Conselheira de Empresas e Membro do Núcleo de Inovação do Ibmec. Doutoranda em Business pela Rennes School of Business (Fr), com projeto de tese sobre Innovation: Venture Investiment Sustainability (ainda a defender).

Executiva com mais de 20 anos de carreira e liderança no mercado financeiro em empresas nacionais e multinacionais. Coordenadora de cursos executivos e docente em Estratégia de Negócios, Inovação, Sustentabilidade e Empreendedorismo.

Desmistificando o MMN

Autora: Mabê Monteiro  – Canal de Empreendedorismo Polishop.

 

MMN – ou seja – Marketing Multinível, as vezes chamado de Marketing de Rede ou ainda Marketing de Relacionamento. Vamos falar de onde surgiu, como se desenvolveu, como funciona e o que ele representa como plataforma de negócios nestes tempos desafiadores.

Segundo a Wikipédia – O MMN é uma derivação da venda direta em forma de networking. Se popularizou na década de 40 nos Estados Unidos e vem se desenvolvendo em ondas – desde o ano 2000 estamos na quarta onda de evolução. Esta onda levou os especialistas a acreditarem que o MMN cresceria mais no século XXI – o que tem se confirmado. Prova disto é que cada vez mais, grandes empresas multinacionais, tem investido neste modelo de negócios. Segundo alguns estudiosos de administração, o marketing de rede é considerado o sistema mais eficaz em determinadas situações de mercado.

Robert Kiyosaki – autor do “best seller” – Pai Rico, Pai Pobre – escreveu um livro chamado de “O Negócio do Século XXI”. Na visão dele, esta é uma das grandes plataformas  deste nosso século. Atesta: “o marketing de rede é um dos modelos de negócios que mais crescem no mundo hoje, mas a maioria das pessoas ainda não se deu conta disso”……”as pessoas ainda não compreendem o seu valor porque é invisível: ele não é material, é virtual” … “ é um modelo de negócios genuinamente da era da informação: para compreender seu valor, não é suficiente abrir os olhos, você precisa abrir a mente”.

Henry Ford não criou um império e mudou a face do planeta construindo um modelo de negócio em torno das habilidades e talentos específicos de alguns trabalhadores. Ele projetou um modelo de negócios em que pessoas comuns poderiam usar seu tempo e esforço para produzir em massa milhões de carros. O que dá ao MMN o poder real, não é o que você pode fazer por ele – mas o que pode ser duplicado por qualquer pessoa.

Existem variantes de empresa para empresa, mas em linhas gerais, esta plataforma vem se fortificando pois oferece: risco zero, sem custo fixo, horários flexíveis, home office. Não requer desembolso financeiro ou as vezes um mínimo investimento. Um plano de carreira com resultados que o mercado tradicional não consegue oferecer pelo seu sistema de duplicação e alavancagem. Altamente meritocrático e principalmente – a possibilidade do desenvolvimento de renda residual.

Alguns estudiosos das áreas comportamentais acreditam que o que irá diferenciar o profissional do futuro não serão suas habilidades técnicas, mas sim suas habilidades comportamentais. Por ser um negócio de pessoas, está totalmente alinhado neste propósito. Sua característica colaborativa faz este modelo estar na contramão do sistema corporativo.

Neste momento tão desafiador vem sendo uma excelente solução para pessoas que estão necessitando ou possuem o grande sonho de ter seu negócio próprio.

Fica a dica.

 

 

Você sabia que a sua empresa pode minimizar os riscos futuros fazendo um Termo de Quitação anual com os seus colaboradores?

Autor: Álvaro Cravo – Álvaro Cravo Advogados

 

O art. 507 B da CLT, acrescentado pela reforma trabalhista, prevê que é uma opção, tanto dos colaboradores quanto das empresas, durante o contrato de trabalho, ou mesmo após o seu encerramento, firmar o Termo de Quitação anual dos débitos trabalhistas, perante o sindicato da categoria dos empregados.

Para tanto, é necessário que colaborador e empresa se apresentem perante o sindicato da categoria e declarem por escrito a inexistência de obrigações vencidas. Por óbvio a empresa deve verificar se, de fato, antes de procurar o sindicato, se realmente está em dia com as suas obrigações, a fim de evitar problemas.

Importante destacar que a eficácia do Termo de Quitação garante que as parcelas ali discriminadas não poderão ser discutidas posteriormente em uma eventual reclamação trabalhista, ocasionando maior segurança às empresas nas relações com seus empregados, tranquilidade aos sócios e a vantagem de que numa eventual venda da empresa, com os recibos em mãos, eles poderão ser apresentados aos interessados demonstrando, portanto, não haver passivos trabalhistas.