IPV6: Da Evolução do Protocolo de Internet à Evolução da sua Empresa

Autor: Theonácio Lima Júnior /Diretor – TAVTEC Tecnologia

 

 

A função do IP (Internet Protocol) é fornecer aos dispositivos conectados à internet um endereço único. O sistema existe desde o início da rede mundial de computadores, mas o número de aparelhos conectados ultrapassou os mais de 4 milhões de endereços IP disponíveis para uso e essa situação impulsionou a chegada do IPV6 (Internet Protocol version 6), que trouxe consigo uma quantidade quase infinita de endereços, além de mais segurança e maiores pacotes de dados.

O novo padrão foi criado na década 90 e é composto por oito grupos de números, cada um com quatro dígitos (128 bits) hexadecimais – o IPV4, datado dos anos 80, é constituído por quatro grupos de dois dígitos hexadecimais, cada um com 32 bits –, o que garante abastecer o mundo conectado em que vivemos por muito tempo.

Os dispositivos atuais operam utilizando os dois Protocolos de Internet simultaneamente: o IPV4 é fornecido pelo provedor e o IPV6 é gerado na própria máquina, e o objetivo a longo prazo é substituir a versão antiga pela mais recente, porém é um processo que anda a passos lentos, pois exige que softwares e roteadores sejam alterados para suportar a evolução da rede – e isso demanda tempo e dinheiro.

A internet foi e continua sendo fundamental para o desenvolvimento de diversas empresas e, portanto, implementar o IPV6 é, em termos simples, acompanhar a evolução da rede e do mercado como um todo. Corporações que estiverem atrasadas em relação à adoção do IPV6 poderão fornecer aos seus concorrentes uma expressiva vantagem competitiva – vale a ressalva de que em agosto de 2020 o Registro de Endereços da Internet para a América Latina e o Caribe, LACNIC, informou que o estoque de endereços IPV4 se esgotou –, visto que surgirão recursos e aplicações cuja funcionalidade se dará exclusivamente com e através o novo sistema.

A implantação do IPV6 permite que programas de computador que utilizam recursos de rede sejam desenvolvidos com mais segurança e menos riscos, além de ter funcionamento otimizado, já que a chance de ocorrer erros durante a troca de dados é menor; facilita também o uso de serviços de VPN (Virtual Private Network) e de novos e melhores recursos de segurança e privacidade, portanto toda a troca de informações passa a ser feita um ambiente mais seguro e menos suscetível a ataques; e, citando mais um exemplo de benefício de adotar o IPV6: auxilia a distribuição de dados de forma multicast (quando pacotes são distribuídos para múltiplos destinos de uma só vez), fator que contribui com a economia da banda usada.

O novo padrão se tonará uma realidade universal em breve, portanto quem trabalha gerenciando e aprimorando esse tipo de infraestrutura deve adotar um planejamento com base nas modificações e adaptações necessárias para que o IPV6 se torne 100% compatível com o sistema interno de forma que todo o processo de melhoria seja feito sem gerar impactos negativos no dia-dia da empresa.

A TAVTEC Tecnologia está apta a auxiliar toda e qualquer empresa que precisar de auxílio. Não importa o segmento e nem a área de atuação, pois mais especifica que seja, somos seu Amigo Virtual. Conte com nossa experiência e eficácia nos resultados.

Pré-vendas: Um Passo ANTES no Processo de Vendas, que Faz a Diferença

Autora: Patrícia Carrasqueira

 

Neste artigo, você vai entender o conceito de pré-vendas e como empreendedores têm buscado soluções para acelerar e otimizar o processo comercial. Saiba também como a tendência de descentralização e terceirização de atividades acessórias têm impactado a área comercial de empresas de todos os tamanhos.

Após 21 anos no mercado, SEMPRE NA ÁREA COMERCIAL DE GRANDES EMPRESAS, E OBSERVANDO MUITO PRA TRAZER PRA MINHA PEQUENA, entendi que quanto mais “quente” e “trabalhado” chega um potencial cliente para uma reunião de fechamento, maiores são as chances de negócio.

UMA “EQUIPE DE SDRs* PRA CHAMAR DE SUA” JÁ DESENVOLVEU A CONVERSA, TROUXE DORES À TONA E CONDUZIU O CLIENTE PARA A JORNADA SE COMPRA.

*SDR (Sales Development Representative), também chamado no Brasil de pré-vendedor, é o profissional de vendas responsável por fazer a prospecção e um primeiro diagnóstico dos Leads. O objetivo é passar apenas as oportunidades mais qualificadas para os vendedores darem continuidade na negociação.

E o que é ESSE (o) “esquentar” e “trabalhar um potencial cliente?

Quando despertamos interesse em uma empresa, sobretudo, quando falamos em vendas complexas B2B (com ticket médio alto, ou que envolvem muitos decisores, por exemplo), existe uma necessidade de QUALIFICAR VERDADEIRAMENTE o interesse DE QUEM ESTA DO OUTRO LADO.

O objetivo é chegar à uma reunião de fechamento, em contato direto com o(s) decisor(es) CERTO(S), JÁ INTERESSADO(S), CURIOSO(S) PARA SABER O PREÇO, O TEMPO, PRAZO DE ENTREGA E PORMENORES INSTIGADOS ANTERIORMENTE, MAS QUE FICARAM PARA SEREM RESPONDIDOS NA REUNIÃO.

Este é um cenário ideal em um processo de pré-vendas.

Pré-vendas é um processo de prospecção ativa, o chamado Outbound Marketing, que pretendem, por exemplos, encontrar decisores no momento ideal de compra, descobrir o momento ideal de compra, uma objeção de budget e pegar informações para facilitar o processo de vendas.

E o mais interessante é que, cada vez mais micro, pequenas e médias empresas têm buscado implementar este processo. Afinal, o custo para manter uma equipe de pré-vendas internamente é alto, sem contar os riscos trabalhistas.

Quando se contrata uma empresa especializada em pré-vendas, o risco é bem menor, a medida que a operação é realizada por terceiros especializados e com equipe própria.

SEI QUE É SUPER NOMAL QUE VENHA À CABECA O DILEMA: internalizo e centralizo a área de pré-vendas ou busco uma empresa especializada?

O que eu sempre oriento ao empreendedor é que:

“Foque no faz de melhor e delegue o restante.”

A partir daí, se a empresa não tem no comercial o seu ponto forte, o ideal é buscar uma consultoria externa em pré-vendas. Só a economia de tempo compensa o investimento. Afinal, uma empresa especializada em pré-vendas, que tem método, faz melhor e mais rápido, não é mesmo?

Assim como o modelo de descentralização tem chegado às áreas de finanças, secretariado, marketing e outras, visando maior nível de especialização com os menores custos, o comercial também tem essa opção. NO ENTANTO, SE VOCÊ JÁ TEM UM TIME, PODE DESENVOLVER PARTE DELE PARA A PRE-VENDAS. POSSO TE AJUDAR EM AMBOS OS CASOS.

Gostou do conteúdo? Deixe seu comentário. Ficou com alguma dúvida, comente e eu respondo com o maior prazer,

TODO DIA É DIA DE CONSTRUIR E DESCONTRUIR, CONHECER GENTE NOVA E TROCAR IDEIAS, PARA ACRESCENTAR AO MUNDO DO OUTRO.

Patricia Carrasqueira: Representante de vendas na Sua Visita

Micro e pequenas empresas: a Lei Geral de Proteção de Dados também se aplica à sua operação, fique atento!

Autor: Advogado Álvaro Cravo e Advogada Fernanda Tostes, Especializada em LGPD

 

 

Desde que ultrapassados todos os percalços e obstáculos que separaram a Lei Geral de Proteção de Dados – Lei federal n.º 13.709/2018 (“LGPD”) do início de sua vigência plena, em agosto de 2020, exceto quanto à aplicabilidade das sanções administrativas previstas na norma, as quais se tornarão eficazes e passíveis de imposição em agosto deste ano, muito se tem falado sobre o quanto esta norma impactará a realidade das empresas e também, infelizmente, muita desinformação é veiculada em diversas mídias, gerando ainda mais dúvidas e inseguranças.

Pois bem, uma das questões que comumente é objeto de controvérsia trata da aplicabilidade da LGPD às atividades desenvolvidas por micro e pequenas empresas. Por este motivo, é fundamental difundir a informação de que a norma não traz qualquer hipótese expressa que excetue ou retire de sua égide determinadas pessoas jurídicas no exercício de atividade econômica sob nenhum aspecto, ficando extreme de dúvidas, portanto, que independentemente do vulto da empresa, seu faturamento anual, seu número de colaboradores e/ou qualquer outro parâmetro ou métrica semelhante, está ela sim obrigada ao compliance com a LGPD, devendo assim, com certeza, à mesma adequar a sua operação.

Fato é que, tão somente se verifica hipótese expressa de exceção na norma a determinadas formas de tratamento dos dados pessoais, tal qual especificado no artigo 4º da lei.

Apesar disso, em atenção ao disposto no art. 55-J, inciso XVIII, da LGPD, a já constituída e operante Autoridade Nacional de Proteção de Dados (“ANPD”), adotou medida extremamente positiva e colaborativa com o mercado ao promover, de 29 de janeiro a 1º de março deste ano, uma tomada de subsídios sobre a regulamentação da aplicação da LGPD para microempresas e empresas de pequeno porte, bem como iniciativas empresariais de caráter incremental ou disruptivo que se autodeclarem startups ou empresas de inovação e pessoas físicas que tratam de dados pessoais com fins econômicos.

De acordo com a ANPD, tal iniciativa se deu com o objetivo de receber contribuições da sociedade para posterior regulamentação. Adicionalmente, esclareceu que há previsão de ainda submeter a regulamentação a consulta e audiência públicas antes de sua publicação.

Dessa forma, vale para os micro e pequenos empresários acompanhar com muita atenção e senso de urgência a evolução deste tema para assegurar que as suas operações se adequarão devidamente a todos os ditames da norma, sendo certo que consta da Agenda regulatória da autoridade nacional para o biênio 2021-2022 a meta de iniciar o processo de regulamentação do assunto ainda no primeiro semestre deste ano.