Confiança Criativa nos Negócios.

Autor:  Márcio Cerbella Freire

 

 

Resumo: A construção da confiança criativa nos negócios passa pelos questionamentos e pela  predisposição a enxergar por outros ângulos, nesse artigo pensamos por exemplo em como encarar o erro em diferentes perspectivas.

Quantos lados tem seu desafio?

“Toda questão possui dois lados.” Protágoras, 485-421 a.C.

Protágoras há sua época pode perceber que seja qual for a questão irá provocar situações ou ideias diferentes de acordo com o ponto de vista de quem pergunta e de quem responde. Nos dias de hoje me permito dizer que uma questão pode ter ou promover infinitos lados, por mais simples que ela possa parecer.

Vamos pensar aqui em duas questões, a primeira: Como posso fazer minha empresa crescer durante a atual pandemia? A ideia então é pensar em algumas possibilidades de acordo com quem responde, por exemplo se a minha empresa é uma empresa de consultoria sobre um determinado tema, então eu diria que é muito simples, basta fazer o trabalho de forma online usando o tempo da melhor maneira possível, poderia dizer também que uma boa opção seria treinar outros consultores para fazer o mesmo que eu faço aumentando assim o número de atendimentos. Se no entanto a minha empresa atua no ramo de turismo, que está com suas ações bem limitadas, teria que pensar de forma diferente do habitual para encontrar novas soluções como, criar estratégias que envolvam grupos familiares em passeios privativos em locais mais próximos mas de mesma forma atrativos. Percebam que aqui apenas coloco algumas opções a intenção não é dar respostas prontas mas ajudar o empresário a perceber que é necessário encontrar novas possibilidades seja qual for o desafio proposto.

A segunda questão: Errar pode prejudicar meus negócios?

Por um lado digo que errar com muita intensidade pode inclusive fechar uma empresa ou negócio. Certo vez fiz a consultoria de uma empresa do setor da beleza, e descobrimos que uma promoção de venda de ticket para um determinado serviço, promoveu grandes  prejuízos, foram vendidos mais de mil tickets na tal promoção num valor de aproximadamente R$ 25 e quando fomos calcular o custo dos serviços e produtos envolvidos, chegamos a conclusão que o valor mínimo a ser cobrado por ela era de R$ 45 verifique então que o prejuízo em cada venda foi de R$ 20 ou seja R$ 20.000 de prejuízo justamente por não se calcular o preço de forma adequada. Por outro lado, no entanto, eu diria que uma empresa para se tornar Grande precisa poder cometer muitos erros ou até mesmo ter o hábito de promover quem os comete. Esse segundo ponto de vista vem da ideia de que um erro se resolvido rapidamente enquanto ainda é pequeno nos aproxima de uma boa solução e que quanto mais erramos e mais rapidamente resolvemos aumentam as chances de ótimos resultados. Além disso o funcionário ou colaborador quando entende que tem o direito de errar raramente vai hesitar ao buscar resolver um problema ou alcançar novos resultados.

Percebam que seja qual for a questão ou o lado que se está, sempre existem possibilidades, buscar portanto trocar a referência, rever sua jornada, e aproveitar tudo que viveu, construiu e desconstruiu ao longo do tempo, pode promover respostas surpreendentes para seus desafios, sejam eles quais forem.

Ubuntu, waka, abraços e sorrisos.

 

Márcio Cerbella Freire é Diretor de Sorrisos da EMECF Educação Empreendedora, feliz, Master Coach, Analista de Sistemas, Pedagogo, Pós Graduado em Psicopedagogia e em Empreendedorismo e Inovação(UFF), Empreteco, Consultor, conteudista e instrutor credenciado do SEBRAE.

Olá, Mundo Novo!

Autor: Hawan Moraes

 

 

Terra à vista! Terra à vista!

Imagine a alegria do capitão e seus marujos ao bravejarem: “Terra à vista!” Após meses em alto mar, descobrindo e buscando novas terras e sem saber se chegariam ao seu destino – ou a algum destino pelo menos. Avistar a terra firme significava uma segurança, mas significava também incerteza: como seria a vegetação? Animais selvagens? Existiriam nativos? Hostis ou receptivos? Claro, existia uma grande excitação e euforia. Assim como existia também um medo e muitas dúvidas.

Semelhante a chegada em terra firme, é a alegria de ver um momento turbulento passar. Semelhante às dúvidas e medos sobre a nova terra, são as incertezas do novo momento que viveremos. Ainda não chegamos ao fim da pandemia – e talvez ainda falte um certo tempo. Porém, já é possível avistar e declarar qual a “terra à vista” do momento: mundo digital.

Para alguns, já podem se considerar nativos digitais, entretanto, para muitos e muitos empresários, esse é o Mundo Novo que precisa ser desbravado, explorado e, finalmente, conquistado. Ok, tudo mudou. Isso todos já sabemos e decoramos esse discurso. A questão é: e como vai ser então? Como será a vida na nova “terra firme”.

Varejo digital é parte fundamental

Colocado há tempos como tendência por muitos gurus, para outros uma realidade e para vários uma ameaça. É bem verdade que o varejo digital assustou e ainda gera temor em muitas empresas. Porém, daqui em diante, os navios que quiserem chegar em alguma terra firme, terão que desembarcar nesse mundo. A outra opção: permanecer em alto mar à deriva – não me parece uma boa condição.

Os clientes mudaram e quem quiser vender para o novo consumidor precisa seguir o mesmo caminho. Após passar meses dentro de casa, diversos paradigmas foram quebrados. Um dos principais: não é possível comprar itens de supermercado à distância. Existia um certo medo: será que os produtos corretos serão escolhidos? Será que minhas frutas virão no ponto que quero? E as minhas verduras, serão as mais vistosas disponíveis?

Crescimento de 180%

A verdade é que o segmento aumentou em 180% o volume de pedidos entre Março e Dezembro, segundo a AbComm. Nada como a necessidade para nos fazer repensar nossas barreiras mentais, não é mesmo? Acontece que mesmo os supermercados não enfrentando regras de fechamento, os clientes estavam assustados e optaram por testar a nova modalidade.

O Mercado Livre, maior marketplace da América Latina, decidiu entrar nessa tendência e viu seus números atingirem 3,5 Milhões de usuários só em supermercados. O Meli (Mercado Livre) realiza entregas em até 24 horas nas principais cidades do país e em 80% do Brasil as entregas são feitas em até 48 horas.

Mudança de paradigma

É fácil entendermos alguém comprar um iPhone, um notebook ou até uma geladeira online. Afinal de contas, são itens padrão e o que vai importar mais é o preço baixo. Agora, e aí está a grande mudança, quando o consumidor passa a comprar itens de necessidade básica de forma online, o que ele não pode comprar em lojas virtuais agora? Se até o arroz e feijão tão amados, as frutas e verduras, os embutidos que possuem peso e preço variáveis, podem facilmente ser selecionados em um ecommerce, o que é que não pode ser comprado online?

Hoje ainda temos uma certa resistência a comprar online itens com valores mais altos, exemplo, carros. Em contrapartida, vemos a Tesla, a montadora mais valiosa do mundo em 2020, nos Estados Unidos que foca grande parte das suas vendas no digital. Será que após comprar a carne para o churrasco do finalmente de semana, o cliente não pode escolher e até pagar online pelo seu carro novo? Antes de responder: pense em tudo que antes você imaginou que não podia ser comprado online e hoje a venda é comum.

Marketing digital é pedra angular

Para desbravar e conquistar esse novo mundo, é preciso dominar o marketing digital. Grande parte disso está relacionado com as redes sociais. Quem pensava que Instagram e TikTok eram coisas de adolescentes sem ter o que fazer, com certeza deixou muito dinheiro na mesa. Quem ainda pensa, está deixando muito mais dinheiro escapar para os concorrentes.

Ter um olhar profissional e voltado para aproveitar as oportunidades nas mídias sociais é uma parte extremamente estratégica. Não basta fazer publicações, muitos menos se forem aleatórias e desconexas. É necessário planejamento, programação, foco e, principalmente, constância. Esse último talvez seja o motivo da maioria das empresas não conseguirem resultados.

Nada é conquistado nas redes sociais sem constância. A lógica é simples: é uma rede de contatos, de relacionamento. Pense: consegue ser amigo ou confiar em alguém que só surge quando quer algo em troca? Quando quer te vender algo? É claro que não é possível criar uma conexão com alguém assim. O mesmo vale para o Instagram e outros meios: os usuários só irão consumir da sua marca após se relacionarem, se engajarem, confiarem nas suas promessas. O consumo é uma consequência, não um objetivo inicial ou até um fim em si mesmo.

Operações eficientes são as únicas sobreviventes

Assim como um navio furado não conseguiria ir muito longe, chegar em terra firme e não ter qualidade também não trará resultados. A verdade é simples e única: não há espaço para desperdícios. Cada movimento estratégico, cada investida e inclusive a rotina do dia a dia precisa ser eficiente.

Operações enxutas se destacavam antes, agora são as únicas capazes de sobreviver e prosperar. Para definir um mantra para o mundo novo: ser digital, ser enxuto. Ser DIGITAL, ser ENXUTO. Está aí a tal fórmula mágica para o sucesso nessa terra firme.

Transformando Problemas Globais em Oportunidades Locais!

AutorCarlos Eduardo Coan Junior/ Head of Innovation, Coan Inovação + Gestão

 

O mundo realmente mudou e, ninguém nos avisou…

Passamos desde Março do corrente ano por Gênese / Crescimento / Colapso / Desintegração!

Os antigos Meetings Estratégicos planejando os próximos 5, 10 ou 15 anos de nada valem mais.

O LUXO atualmente é dormir 8 horas e, o recurso pessoal mais VALIOSO é a ATENÇÃO. E, é o fim do TAREFISTA,  INCONFORMADO e INFELIZ !

As tarefas mais chatas e, os trabalhos que oferecem riscos ao nosso colaborador, poderão ser substituídos pelo Robô e pela Inteligência Artificial.

Por onde será que podemos iniciar a nossa adequação ou reinvenção?

Como ter uma Gestão do Tempo precisa de nossas prioridades, tendo reuniões, e-mails e WhatsApp para responder, telefonemas e vídeo conferências…

É imprescindível termos assistentes virtuais para nos ajudar e, assim podermos ter uma gestão mais precisa do nosso TEMPO !

Trello, Google agenda, ASANA, JIRA Core, etc… são alguns dos apps indicados para melhorar a sua organização !

Onde você pretende estar daqui a alguns anos ?

Lembrando que a quantidade de informações disponível atualmente na Internet é maior que a capacidade humana de consumo possível !

E, de acordo com Ebbinghaus, temos que estar muito atentos à CURVA DE ESQUECIMENTO das informações que recebemos….mostrando que conseguimos reter 100% das informações no exato momento do estudo e, que após 31 dias, restam apenas 21 % das informações que você estudou.

`Precisamos estar sempre atualizados e, cada vez mais entender a briga comercial de Gigantes como os blocos GAFAM (Google, Apple, Facebook, Amazon e Microsoft) contra o BAT(Baido, Alibaba e Tencent).

Cada bloco fatura junto mais de USD 1 trilhão anual !

Como podemos decifrar a sopa de letrinhas do futuro presente: Líder Ambidestro

Transhumanismo, Empresas Bimodais, Omnichannel, Bitcoin, V-Commerce, Redes Neurais, M2M  Machine to Machine, IOT, Experiencias Imersivas, Data Tsunami, Speech Recognition, Greenovation…

Estamos vivendo TEMPOS EXPONENCIAIS onde precisamos entender a valorização das empresas feitas de tijolo e cimento e, as empresas digitais.

Em Maio de 2014, a Disney valia USD 138 bilhões de dólares e, a NETFLIX USD 24 bilhões !

Após o início da pandemia, a Disney passou a valer USD 151 bilhões de dólares e, a NETFLIX USD 200 bilhões !

O acesso às tecnologias está cada vez mais fácil e barato e, podemos implementar chatbots para automatizar o WhatsApp dos nossos Bares e Restaurantes respondendo de um jeito mais rápido e eficiente aos nossos clientes !

Vamos aprender que temos que nos adequar aos consumidores VEGANOS e, disponibilizarmos pratos adequados à essa nova TRIBO que cresce cada vez mais ao redor do mundo.

O consumidor está antenado às empresas GREEN que, se preocupam na captação da energia renovável, na utilização e renovação da água e, nos processos e procedimentos dos alimentos.

Saímos da era da informação e estamos na era da participação e do compartilhamento.

Estamos vivendo a queda da Hierarquia dos Controles e passando para Ecossistemas de interação mundial.

Estima-se que 50% dos empregos deixarão de existir nas próximas duas décadas e, que 65% das crianças que hoje entram nas escolas, provavelmente irão trabalhar em funções que atualmente não existem.

Então mexa-se e: Conheça novas culturas, estude para toda vida, Colabore Globalmente, Entenda as Forças Futuras, Tenha coragem para inovar, Seja preditivo e adapte-se, Redesenhe seus processos e modelos de trabalho, Repense seu PTM(Propósito Transformador Massivo), Domine vários idiomas!

 

 

 

 

Os Passeios pela “Podosfera” Estão em Alta: O Crescimento no Consumo dos Podcasts

Autor: Theonácio Lima Júnior/ Diretor – TAVTEC Tecnologia

 

Os podcasts, exemplos claros do conceito de mídias frias, originados em 2004, são programas de áudio sob demanda. Podem ser organizados em episódios e abordam os mais variados assuntos.

No Brasil, o consumo de podcasts está em uma curva crescente há cerca de dois anos. Em 2019, uma pesquisa do Ibope revelou que 40% da população ao menos já sabia o que era um podcast, e no ano seguinte a produção de novos programas cresceu 103% no país, segundo dados da Voxnest.

O nicho ganhou tamanha força ao longo dos anos que algumas empresas optaram por investir em novas ideias ou usar os programas como veículos: o Bradesco, por exemplo, é o principal patrocinador do famoso podcast “Mamilos” e também foi responsável por viabilizar a versão brasileira de “Good Night Stories for Rebel Girls” (“Histórias de Ninar para Garotas Rebeldes”); o Sebrae é responsável pela série “Conhecer para Empreender”, com dicas sobre empreendedorismo; e a Anacapri, marca de calçados femininos, criou o “Beleza Pra Quem?” para falar sobre o autoconhecimento da mulher.   

Gigantes serviços de streaming foram fundamentais para a popularização dos podcasts. O Spotify, por exemplo, trabalha com investimentos em aquisições e contratos exclusivos com criadores e, por isto, a longo prazo espera-se um impulso ainda maior nos acréscimos do setor. Vale ressaltar, porém, que apesar da relevância do Spotify, a distribuição dos podcasts não depende exclusivamente de um único canal – o que pode ser uma complicação no momento de descoberta de novos conteúdos para usuários, mas, ao mesmo tempo, torna os criadores menos dependentes de somente uma plataforma.

Com o isolamento social devido à pandemia de COVID-19, o consumo do meio se redistribuiu e os podcasts começaram a ser compartilhados entre pessoas que moram sob o mesmo tempo – marcante mudança no consumo do meio, já que este era consumido majoritariamente de forma individual através de fones de ouvido conectados a um smartphone. Outra relevante alteração da mídia desencadeada pelo novo coronavírus: frente à uma recessão global, será desafiador manter o crescimento da monetização do segmento. Segundo Luiz Felipe Orelo, fundador da Orelo, plataforma de distribuição de podcasts: “[…] a pandemia foi como uma tempestade perfeita para o conteúdo de áudio”, referindo-se ao aumento de audiência do segmento, além do surgimento de novas oportunidades devido às mudanças de rotina e maior tempo disponível (tanto dos criadores quanto dos consumidores).

Os podcasts são uma mídia de baixo custo com acesso democrático e passíveis de alcançar um volumoso público. Podem ser utilizados como ferramenta de divulgação de notícias, além da possibilidade de fomentar debates, abordar assuntos extremamente nichados – e assim divulga-los – e servir como meio de veiculação de conteúdo publicitário. Com a segmentação correta e com o crescimento constante do meio, é uma mídia que possui potencial para gerar ótimos resultados para os criadores que monetizam o material.

A TAVTEC Tecnologia está apta a auxiliar toda e qualquer empresa que precisar de auxílio. Não importa o segmento e nem a área de atuação, pois mais especifica que seja, somos seu Amigo Virtual. Conte com nossa experiência e eficácia nos resultados.

 

Economia do Bem

Autora:  Flavia Bendelá

 

 

Mês passado a renomada revista “The Economist” publicou um compilado de tendências, a partir de um estudo realizado por diversos especialistas, para o mundo pós-Covid. Embora não houvesse nenhuma grande surpresa na lista, chamou-me a atenção o item empreendedorismo social. E não por ser uma novidade, mas exatamente por ser uma necessidade.

O empreendedorismo social avança na medida em que sua regulamentação se sofistica. Ser um empreendedor do bem, não significa que você terá de ser um bom pedinte, mas sim um bom realizador. O romantismo de abraçar causas dependendo de doações, hoje dá lugar a negócios autossustentáveis que tragam soluções para questões de impacto social.

Porém, uma coisa não muda. O compromisso do indivíduo com produtos, negócios e mentalidade promotores do bem coletivo. Portanto, a dedicação, a renúncia e a consciência de agentes transformadores devem estar voltadas à causa e não ao bolso. E embora seja saudável que dali saia o seu sustento, para justificar o seu total envolvimento, é preciso que apresente além da preciosa habilidade de liderar e engajar pessoas, uma conduta ética exemplar.

Empresas que tem o propósito de melhorar a difusão da saúde e da educação, a diversidade, o desenvolvimento de economias locais autônomas e a geração de emprego precisam de investidores sensíveis a essas causas, ou ao menos que valorizem a ESG. Onde estão estes investidores no Brasil, especificamente?

Eles podem estar nas aceleradoras, nas redes anjo, no crowdfunding, no Venture Capital ou nas próprias organizações. Essas muitas vezes, por sua estrutura pesada, têm dificuldades de mudar de forma ágil, mas, por outro lado, podem rapidamente adquirir ou impulsionar negócios de impacto social.

Michael Porter, em palestra ao TED em 2012, já cantou esta pedra, afirmando que os problemas sociais do nosso tempo somente atingiriam a escala necessária com a adesão e o suporte da iniciativa privada, pois é lá que se encontra a maior concentração de capital para viabilizar esse investimento.

Faço votos para que não tenhamos que esperar a pandemia terminar para os gestores de grandes empresas se conscientizarem de que faz parte de sua responsabilidade fomentar a economia do bem.

 

 

Flávia Bendelá – flavia.bendela@portaldis.com.brem

Founder e Chairwoman do DIS – Distrito de Inovação e Sustentabilidade. Empreendedora, Palestrante TEDX, Conselheira de Empresas e Membro do Núcleo de Inovação do Ibmec. Doutoranda em Business pela Rennes School of Business (Fr), com projeto de tese sobre Innovation: Venture Investiment Sustainability (ainda a defender).

Executiva com mais de 20 anos de carreira e liderança no mercado financeiro em empresas nacionais e multinacionais. Coordenadora de cursos executivos e docente em Estratégia de Negócios, Inovação, Sustentabilidade e Empreendedorismo.

O que fazer com meu CNPJ?

 

Autora:  Vicenza Merecci – – Gestora em Marketing e Mídias Sociais / Designer, Estilista / Empresária no ramo da Moda

 

Diante da crise que vamos vivendo, meus queridos amigos, a pergunta que não sai de minha mente, quanto empresária, é: “O que fazer com meu CNPJ?”.

Observo a necessidade de me reinventar a cada dia, seja na abordagem ao público, seja na divulgação online, nos atendimentos diretos aos clientes.

“O que vamos fazer? Quando isso vai acabar?”

Não sabemos. Nos resta, como pequenos e médios empresários, a adaptação. Vivemos uma nova realidade e devemos sobretudo agradecer pela oportunidade de crescimento e aprendizado.

Cada empresa que está sobrevivendo a esse cenário corrosivo, lá na frente não sucumbirá.

Em minha cidade, Nova Friburgo (conhecida como Capital da Moda Íntima na América Latina), na última terça (20), ocorreu um protesto do meu setor, abrangendo toda a cadeia produtiva do município.

Com cerca de 897 cadeiras postas numa praça (ponto crucial da cidade), foi realizado o simbólico “clamor” dos empresários e colaboradores, pedindo uma revisão dos decretos que têm influenciado o andamento das indústrias e dos comércios do município.

 

Hoje, estamos sobrevivendo sob a Bandeira Roxa e sob rodízios de CNPJ. Tal decreto tem assolado a vida de fornecedores e todos os comerciantes principalmente deste segmento, pois aqui MODA É ESSENCIAL.

 

Como as Startups Podem se Tornar uma Ferramenta de Inovação para Grandes Empresas?

Autor: Gil Vicente Gama – Advogado –  www.gilvicentegama.adv.br

 

 

“O investidor brasileiro tem perfil mais imediatista do que os do exterior, onde é mais comum que o acionista mantenha seu dinheiro em empresas com perspectivas de retorno a longo prazo. ” Com esta frase, em meados de 2013, o empresário brasileiro Eike Batista deu início a uma derrocada empresarial que lhe custou, em menos de dois anos, o derretimento de uma fortuna da ordem de 20 bilhões de dólares. Eike Batista talvez tenha sido o melhor (e talvez o pior) exemplo do tão (ou quão) longe que um brasileiro pode se arriscar, além daqueles que o seguiram em território de capital de risco, ou “venture capital”, como é chamado no mundo todo.

Na mesma época em que Eike registrava o seu exemplo do que não se deve fazer em matéria de empreendedorismo, o Global Entrepreneurship Lab do MIT Sloan Management divulgava um estudo que colocava o Brasil como um mercado emergente, porém de forma moderada, para a indústria do Venture Capital mundial. Na ocasião, registravam-se algo em torno de 20 VCs (companhias/fundos) internacionais e 10 nacionais que atuavam no país, o que colocava o país na 36ª posição do ranking global entre os 161 países medidos – três anos antes (2010), o país estava na 44ª posição, muito atrás dos outros integrantes dos BRICs e demais países considerados em desenvolvimento.

A indústria mundial de private equity e venture capital (PE/VC), da forma como a conhecemos, só começou a existir formalmente em 1946, nos EUA (Gestora ARD). No Brasil, no entanto, essa prática só foi iniciada na década de 1980 e o seu marco legal, a partir da Instrução CVM n° 209, de 25/3/1994, que dispõe sobre a constituição, o funcionamento e a administração dos chamados Fundos Mútuos de Investimento em Empresas Emergentes.

Os Norte Americanos nos ensinaram, dentre outras coisas, que a indústria de PE/VC evolui na medida em que se aprimora o ambiente institucional no qual ele se insere. Como diz o ditado: “Ninguém tropeça em montanha”. Para formar gigantes da indústria mundial, a partir de uma garagem, como foi o caso da Google, Yahoo, Microsoft e Apple – todas surgidas a partir de investimentos originados de fundos de VCs -,  são necessárias a tomada de medidas de baixa complexidade e muita vontade institucional, muito distantes das opções feitas pelo Brasil nas últimas décadas.

Quer espantar investidores? Faça como o Brasil em quatro estágios: 1) Crie um sistema complexo de impostos; 2) Deixe o governo regular os negócios, por meio de uma complexidade de procedimentos que consome tempo e dinheiro de quem quer começar e fechar uma empresa; 3) Fomente leis restritivas de trabalho, que tornam um desafio o momento em que é preciso escalar o negócio de maneira rápida, criando problemas a longo prazo; 4) Invista em um sistema de educação defasado, de aversão cultural ao empreendedorismo e que reduz a quantidade de capital humano para a criação de tecnologias.

Segundo o relatório “Doing Business 2014/2105”, editado pelo Grupo Banco Mundial, a Nova Zelândia é o país onde é mais fácil abrir um negócio dentre 189 economias estudadas pelo Banco Mundial. Lá, empreendedores são capazes de abrir uma empresa em menos de um dia (Fazendo Negócios, em português). No Brasil, são necessários 107,5 dias para criar uma empresa, o que coloca o país na 123ª posição do ranking. Além disso, é preciso quatro anos para resolver casos de insolvência (quando a empresa encerra as atividades com dívida) e há 14 procedimentos para registrar uma propriedade num prazo de 30 dias.

Dentre as economias que mais melhoraram o seu desempenho nas áreas analisadas pelo relatório Doing Business no ano 2013/2014, o Brasil ficou atrás do Tajiquistão, Benim, Togo, a Costa do Marfim, o Senegal, Trinidad e Tobago, a República Democrática do Congo, o Azerbaijão, a Irlanda e os Emirados Árabes Unidos.

Com este cenário, no Brasil, segundo dados da ABVCAP – Associação Brasileira de Venture Capital e Private Equity e da Auditoria KPMG, a indústria de capital de risco já orbitou na casa dos 100 bilhões de reais de capital para investimento, enquanto que nos Estados Unidos essa quantia é 20 vezes maior. A relação entre o capital investido por ano e o Produto Interno Bruto também ilustra essa defasagem: é cerca de três vezes menor aqui do que em países desenvolvidos. O mesmo se repete com o número de gestoras. Enquanto nos Estados Unidos existem mais de 700, apenas de venture capital, no Brasil esse número nunca chegou a 100.

Na província de Guangdong (onde estive em 2010), próxima de Hong Kong, na Zona Franca de Shenzhen, responsável por tirar a China da inércia econômica e torná-la uma grande potência mundial, as autoridades locais costumam dizer “muito obrigado” a brasileiros que visitam o local e sabem o motivo? Shenzhen foi inspirada na Zona Franca de Manaus.

Coworking – A Evolução do Trabalho

Autora: Roberta  Cassiano – Station Coworkers

 

 

Para conhecerem melhor a utilização dos escritórios atualmente, abaixo um pouco sobre a evolução dos ambientes de trabalho, desde o início dos escritórios até hoje.

Porque se fala tanto em Coworking – esse novo conceito de escritório, que não é tão novo assim – começou em 2005 nos EUA (Columbia) com Brad Neuberg – aonde ele fez um post para convidar as pessoas a utilizarem seu espaço de escritório para dividir as despesas – esse “dia” ficou intitulado de Coworking Day (9/agosto).

Então, começamos lá no início do século XX, Era Taylorista, de Frederick Taylor, aonde layouts tradicionais reforçam a hierarquia, passando pela época dos cubículos, o início do computador, entrando no mundo virtual, até hoje em dia, com o open office / compartilhamento de espaço de trabalho com toda segurança e protocolos de limpeza na pandemia Covid19.

Desde o início dos anos 2000, com a evolução da tecnologia e das ferramentas de trabalho, você pode trabalhar de qualquer lugar. Então os coworkings surgiram como uma alternativa de home office, para diminuir o atrito entre vida pessoal e profissional.

Coworking – é um ambiente de escritório que oferece posição de trabalho, aonde inclui serviço e infraestrutura necessária para você focar no seu negócio. Como internet, salas de reunião, recepção, cafeteria, espaço descanso, secretária, limpeza, segurança, e toda administração do escritório (condomínio, aluguel, IPTU, contas em geral). Pode ser um espaço mais “descolado”, ou executivo. Vai depender o seu perfil, ou da sua empresa. Pois é um facilitador para de diversos profissionais autônomos, pois você aluga sem a preocupação de manter o espaço físico. O importante é ter disciplina para o trabalho.

Agora essa tendência vem se expandindo para empresas com o maior número de colaboradores, e até mesmo multinacionais, mas bem divulgado no meio das startups. Todo tipo de empresa em qualquer indústria (segmento) pode ir para Coworking. Pequena, media, e grande porte, startup, multinacional.

Sempre em constante atualização, o modelo de Coworking precisou se adaptar na pandemia da Covid19 para continuar na competição escritórios implantando todos os protocolos de segurança: distanciamento, higienização diária, além do conforto para focar no seu negócio.

*Censo Coworking Brasil 2019

 

Principais Variáveis:

* Economia – se fizermos a conta, tem-se uma economia entre escritório e Coworking em média de 40%

* Localização

* Conforto

 

Principais Benefícios:

* Investimento inicial zero

* Sistema completo de telecomunicação

* Internet dedicada

* Suporte administrativo e operacional

* Serviços adaptados a necessidade do cliente

* Sala reunião equipadas para sua reunião

 

 

 

Confiança Criativa nos Negócios

Autor: Márcio Cerbella Freire é Diretor de Sorrisos da EMECF Educação Empreendedora, feliz, Master Coach, Analista de Sistemas, Pedagogo, Pós Graduado em Psicopedagogia e em Empreendedorismo e Inovação(UFF), Empreteco, Consultor, conteudista e instrutor credenciado do SEBRAE.

 

 

Resumo: este artigo dá início a coluna de mesmo nome, a intenção é passear no mundo da criatividade fazendo uma conexão com as possibilidades que a confiança e o pensamento criativo podem promover neste cenário.

Ao longo de minha jornada percebi que muitos empresários encaram a criatividade e a inovação como uma espécie de dom inato e de difícil aquisição, mas hoje posso afirmar que essa capacidade existe em todo humano e que pode e deve ser estimulada.

Mas de que vale a criatividade no mundo dos negócios? Vale principalmente para não nos limitarmos a respostas pré-concebidas ou ainda que sejam expressão de normalidade, afinal, ainda vemos muitos empresários de vários setores desistirem de seus negócios ou se limitarem a uma rotina de sobrevivência camicase recorrendo, por exemplo, a créditos ou empréstimos para manter uma engrenagem deficitária em funcionamento.  Em momentos de crise, principalmente, é comum encontrarmos respostas para as situações que vivemos nos fatores externos promotores da crise, que levam ao desespero e a desesperança. Em contraponto a isso uma das possibilidades da criatividade é nos permitir fazer perguntas novas para as velhas questões, possibilitando respostas novas e quem sabe inovadoras, capazes de trazer soluções e nova esperança.

A ideia aqui é pensar que sempre podemos olhar uma determinada situação por vários pontos de vista diferentes, buscando por exemplo novos olhares, novos públicos novos clientes ou ainda novas utilidades para um mesmo fato ou objeto.

Por exemplo, se estivermos certos que não existe possibilidade para que nosso negócio possa funcionar ou sobreviver em tempos de restrições, como o que estamos vivendo, a consequência é que muito provavelmente vamos fechar as portas. No entanto se nos permitirmos pensar em novas perguntas que gerem respostas diferentes, talvez possamos até mesmo fazer o negócio crescer apesar dos desafios a ele impostos.

Importante perceber que normalmente um processo criativo para empreendedores se inicia na impossibilidade ou nos problemas, que a partir de novas questões e pontos de vista diferentes, se transforma em oportunidade, uma vez que quando resolvemos um problema, seja ele nosso ou de outrem, esta solução pode ser replicada para muitas outras pessoas podendo se transformar em um produto ou serviço lucrativo.

Em alguns dos treinamentos e palestras que tenho feito, pergunto aos participantes para que serve uma empresa?  Sempre vem muitas respostas baseadas na consequência e quase nunca na causa, alguns respondem que serve para ter lucro, outros dizem que é para alcançar liberdade, outros ainda, que é para deixar de ser empregado, mas raramente alguém responde algo semelhante ao que descobri vivendo no mundo empreendedor, esses mais de trinta anos,  que uma empresa serve na verdade para ajudar a resolver problemas, sonhos, desejos ou necessidades das pessoas! O resto é consequência, e nesse caso, é natural que se ela ajuda um grupo de pessoas, que receba e lucre por isso. Se um negócio não ajuda nada para ninguém, ou seus proprietários usam a criatividade, criando novas perguntas, ou o negócio vai deixar de existir.

Para que possamos iniciar no mundo criativo o primeiro passo é aceitar as incertezas e aprender a lidar com o fracasso, ou seja, conviver com o erro aprendendo a usá-lo a nosso favor.

Divido aqui com vocês uma formula quase matemática para a construção da confiança criativa:

IMPOSSIBILIDADE + NOVAS PERGUNTAS = NOVAS IDEIAS

Apoiado nessa formulação, podemos então seguir para o famoso ciclo PDCA, Plan, Do, Check, Action, ou ainda planejar, fazer, verificar e corrigir. Ou seja, a partir de perguntas novas para uma questão, antes vista como impossível de ser resolvida, pensamos e planejamos novas ideias, que podem ou não ir a diante, mas que passando pelo ciclo citado e apresentado na figura acima, permitem uma construção continuada de novos sucessos, antes considerados improváveis.

Portanto aqui iniciamos um convite ao ser criativo que existe em cada empresário para que busquem antes das respostas, as perguntas livres, que possam aumentar a confiança e gerar uma nova realidade bem sucedida nos negócios e na vida!

Ubuntu, waka, abraços e sorrisos.

Seguros! . . . . O que acontecerá a partir de 2022?

AutorProf. Dr. Ivo Loyola, Cientista de Dados (Atuário, Contabilista, Estatístico, Matemático) * WCTA Ltda.

 

Nesta oportunidade, nós abordaremos sobre um evento que, poucas pessoas tem conhecimento sobre o que acontecerá, e o que modificará, em muito, os valores a serem pagos pelos seguros em 2022.

O agente provocador dessa quebra de paradigma é, algo que se denomina IFRS-17, ou seja, uma norma contábil e de procedimento internacional, que exigirá das seguradoras uma enorme modificação na forma como elas são geridas e como são tomadas as decisões.

As seguradoras dependem de um profissional muitíssimo qualificado, denominado “atuário”. É, técnico especialista em mensurar e quantificar os riscos com o objetivo de serem ou não segurados. Também cabe a ele precificar estes riscos, calcular as reservas técnicas e matemáticas e, opinar na regulação de sinistros.

Hoje, no Brasil, os atuários estão mais ocupados em enviar informações aos órgãos reguladores e com isso, as decisões de fato, são tomadas pelas áreas comercial e jurídica, sem quase nenhuma interveniência dos atuários.

No dia 31 de dezembro de cada ano, as seguradoras encerram seu exercício social e um novo exercício se inicia em 1º de janeiro. Excepcionalmente, neste fim de exercício (ou seja, 2021) haverá a adoção dos procedimentos de IFRS-17. Isto significa que as seguradoras devem recalcular as reservas técnicas e as matemáticas. Devem também, precificar os seus produtos pelas novas regras. Há um número muito grande de procedimentos a serem adotados que certamente alterarão os lucros das seguradoras e o preço dos produtos a serem comercializados a partir de 2022.

A maior mudança é a exigência de modelos estatísticos e matemáticos para medir o risco, a probabilidade de sinistros, o montante necessário para a constituição de reservas e os preços dos produtos. Uma seguradora preocupada com a qualidade de sua operação também modificará as diretrizes para aceitação e rejeição de riscos e, para a regulação de sinistros.

Os leitores podem imaginar que isto é uma mudança completa na forma de operar em relação ao que se pratica nos dias de hoje. Os modelos atuariais a serem adotados não são tão simples como parecem ser, e mais ainda, será necessário serem calibrados. E o atuário caberá desenvolver uma sensibilidade ao modelo, o que demandará alguns meses, para que possa analisar os resultados corretamente.

As diretorias e gerências estarão muito envolvidas em decisões que precisarão ser tomadas considerando a utilização de parâmetros técnicos que não são de interpretação trivial.

Para o comprador de seguro na ponta resta a surpresa, provavelmente um aumento nos prêmios que paga pelos seguros que costuma contratar, mesmo que não haja mudanças nos riscos cobertos pela seguradora.

Os segurados precisam começar a questionar os seus corretores de seguros e outros intermediários sobre como serão afetados pela aplicação do IFRS-17. Não podem aceitar a resposta mais simples de que nada mudará, que são apenas procedimentos internos. Não são! E mudará em muito, a relação de todos com os seguros que contratam. Cabe às seguradoras, desde já, explicar aos segurados o que os espera mais à frente.