A “Inovabilidade” como visão estratégica para o século XXI.

Autora: Flavia Bendelá

 

 

Acho engraçado como algumas pessoas falam do século XXI como se já estivesse determinado pelos seus vinte primeiros anos de estreia.

Quando lanço um breve olhar para o que ocorria no início do século XX, penso que poucos poderiam prever como terminaria. E não é meu objetivo aqui fazer um resgate histórico, mas levantar como a forma dos negócios se transformou totalmente, bem como o comportamento social, enquanto alguns conceitos básicos para a economia, como a mudança de visão na gestão empresarial, até hoje não foram completamente adotados pelo mercado. E por que?

Na minha visão, é porque dói… Dói na hora de admitir erros, dói na hora de sair da zona de conforto, dói na hora de compartilhar decisões, dói se expor como gestor. Pode ser uma visão simplista… talvez? Mas, sobretudo, humanista. Gestores são indivíduos fadados a falhas, que sofrem com problemas emocionais, que tem contas a pagar, que tem medo de julgamento externo… ainda que pensem que não.

Pode ser que não explique totalmente, mas seja uma das prováveis razões de se falar tanto em inovação, conceito já bastante trabalhado pelo economista austríaco Joseph Schumpeter ainda nas décadas de 30 e 40, e até hoje ainda não haver tantas empresas que realmente apliquem um conceito de inovação estratégica.

Ou seja, gestores querem inovar, entendem que precisam inovar, mas há uma dificuldade organizacional que impede na prática mudanças na gestão e cultura da empresa para a integração deste conceito como visão estratégica de todo o negócio. Aliás gostaria de somar a isso um outro conceito que também assumo como premissa para o direcionamento de business: a sustentabilidade.

Inovação e sustentabilidade andam de mãos dadas no século XXI e não há como ser competitivo e exponencialmente rentável se essa dupla, reconhecida pelo termo “Inovabilidade”, não for inserida no planejamento das empresas, não como áreas de negócios, mas como princípio para a estratégia do negócio. Essa mudança de visão na gestão estratégica empresarial é primordial para que o seu negócio sobreviva aos grandes desafios que ainda virão nos longos oitenta anos que temos pela frente até a próxima virada.

 

Flavia Bendelá

flavia.bendela@portaldis.com.br

Founder e Chairwoman do DIS – Distrito de Inovação e Sustentabilidade.

Empreendedora, Palestrante TEDX, Conselheira de Empresas e Membro do Núcleo de Inovação do Ibmec. Doutoranda em Business pela Rennes School of Business (Fr), com projeto de tese sobre Innovation: Venture Investiment Sustainability (ainda a defender).

Executiva com mais de 20 anos de carreira e liderança no mercado financeiro em empresas nacionais e multinacionais. Coordenadora de cursos executivos e docente em Estratégia de Negócios, Inovação, Sustentabilidade e Empreendedorismo.

Desmistificando o MMN

Autora: Mabê Monteiro  – Canal de Empreendedorismo Polishop.

 

MMN – ou seja – Marketing Multinível, as vezes chamado de Marketing de Rede ou ainda Marketing de Relacionamento. Vamos falar de onde surgiu, como se desenvolveu, como funciona e o que ele representa como plataforma de negócios nestes tempos desafiadores.

Segundo a Wikipédia – O MMN é uma derivação da venda direta em forma de networking. Se popularizou na década de 40 nos Estados Unidos e vem se desenvolvendo em ondas – desde o ano 2000 estamos na quarta onda de evolução. Esta onda levou os especialistas a acreditarem que o MMN cresceria mais no século XXI – o que tem se confirmado. Prova disto é que cada vez mais, grandes empresas multinacionais, tem investido neste modelo de negócios. Segundo alguns estudiosos de administração, o marketing de rede é considerado o sistema mais eficaz em determinadas situações de mercado.

Robert Kiyosaki – autor do “best seller” – Pai Rico, Pai Pobre – escreveu um livro chamado de “O Negócio do Século XXI”. Na visão dele, esta é uma das grandes plataformas  deste nosso século. Atesta: “o marketing de rede é um dos modelos de negócios que mais crescem no mundo hoje, mas a maioria das pessoas ainda não se deu conta disso”……”as pessoas ainda não compreendem o seu valor porque é invisível: ele não é material, é virtual” … “ é um modelo de negócios genuinamente da era da informação: para compreender seu valor, não é suficiente abrir os olhos, você precisa abrir a mente”.

Henry Ford não criou um império e mudou a face do planeta construindo um modelo de negócio em torno das habilidades e talentos específicos de alguns trabalhadores. Ele projetou um modelo de negócios em que pessoas comuns poderiam usar seu tempo e esforço para produzir em massa milhões de carros. O que dá ao MMN o poder real, não é o que você pode fazer por ele – mas o que pode ser duplicado por qualquer pessoa.

Existem variantes de empresa para empresa, mas em linhas gerais, esta plataforma vem se fortificando pois oferece: risco zero, sem custo fixo, horários flexíveis, home office. Não requer desembolso financeiro ou as vezes um mínimo investimento. Um plano de carreira com resultados que o mercado tradicional não consegue oferecer pelo seu sistema de duplicação e alavancagem. Altamente meritocrático e principalmente – a possibilidade do desenvolvimento de renda residual.

Alguns estudiosos das áreas comportamentais acreditam que o que irá diferenciar o profissional do futuro não serão suas habilidades técnicas, mas sim suas habilidades comportamentais. Por ser um negócio de pessoas, está totalmente alinhado neste propósito. Sua característica colaborativa faz este modelo estar na contramão do sistema corporativo.

Neste momento tão desafiador vem sendo uma excelente solução para pessoas que estão necessitando ou possuem o grande sonho de ter seu negócio próprio.

Fica a dica.

 

 

Você sabia que a sua empresa pode minimizar os riscos futuros fazendo um Termo de Quitação anual com os seus colaboradores?

Autor: Álvaro Cravo – Álvaro Cravo Advogados

 

O art. 507 B da CLT, acrescentado pela reforma trabalhista, prevê que é uma opção, tanto dos colaboradores quanto das empresas, durante o contrato de trabalho, ou mesmo após o seu encerramento, firmar o Termo de Quitação anual dos débitos trabalhistas, perante o sindicato da categoria dos empregados.

Para tanto, é necessário que colaborador e empresa se apresentem perante o sindicato da categoria e declarem por escrito a inexistência de obrigações vencidas. Por óbvio a empresa deve verificar se, de fato, antes de procurar o sindicato, se realmente está em dia com as suas obrigações, a fim de evitar problemas.

Importante destacar que a eficácia do Termo de Quitação garante que as parcelas ali discriminadas não poderão ser discutidas posteriormente em uma eventual reclamação trabalhista, ocasionando maior segurança às empresas nas relações com seus empregados, tranquilidade aos sócios e a vantagem de que numa eventual venda da empresa, com os recibos em mãos, eles poderão ser apresentados aos interessados demonstrando, portanto, não haver passivos trabalhistas.

Vazamento de Dados – Como Blindar a sua Empresa de Possíveis Ataques

Autor: Theonácio Lima Júnior

Diretor – TAVTEC Tecnologia

 

 

Com o avanço das IAs e com a maior facilidade de acesso às ferramentas que alimentam grandiosos bancos de dados, a proteção destas informações dos clientes é uma questão que deve ser tratada como prioridade, podendo até, inclusive, ser adicionada à politica institucional da empresa.

Episódios recentes de vazamento de dados – como o do Facebook, cuja captação irregular de dados pela empresa Cambridge Analytica veio à tona em 2018 e foi responsável por ter deixado expostas as informações pessoais de mais de 50 milhões de usuários da plataforma e por ter permitido que políticos influenciassem eleições em seus países; e, ainda mais recente, datado do início de 2021, o mais grave desvio de dados pessoais ocorrido no Brasil cujo resultado foi a exposição de mais de 200 milhões de brasileiros por meio de dados como CPF, RG, título de eleitor, e-mail, endereço, ocupação profissional, pontuação de credito, escolaridade, estado civil, renda, classe social, além de diversas outros – exemplificam didaticamente a importância de zelar pela privacidade das informações – zelo este que conta, por exemplo, com a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), responsável pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), e que atua fiscalizando e auditando entidades que tratam dados.

As empresas devem ser responsáveis por algumas medidas que visam preservar as informações de seus consumidores, tais como:

  • IMPLEMENTAÇÃO DE NORMAS DE CONFIDENCIALIDADE

De acordo com a LGPD, o usuário tem que permitir o acesso e o uso de seus dados. Feita a coleta, a confidencialidade das informações deve permanecer até mesmo entre os próprios colabores da empresa coletora, ou seja, devem haver práticas para evitar que os dados fiquem vulneráveis. Para tal, podem ser adotadas normas internas a respeito do uso de dispositivos e internet nas dependências corporativas, além da aplicação de contratos de sigilo e termos de responsabilidade, e, também, monitoramento do atendimento prestado ao cliente (através de gravações video e áudio).

É de suma importância que o acesso aos arquivos confidenciais seja atribuído somente a pessoas de absoluta confiança da corporação e/ou detentores de altos cargos, e os responsáveis devem estar cientes que terão que estabelecer e seguir medidas de segurança e técnicas administrativas para a proteção dos dados pessoais dos clientes.

  • FERRAMENTAS DE PROTEÇÃO

O alinhamento entre as normas de confidencialidade que os colaboradores devem seguir e as determinadas ferramentas tecnológicas de monitoramento capazes de criptografar e controlar o acesso às informações, proteger informações em movimento e em repouso e prevenir a perda de dados (DLP – Data Loss Prevention) blindam o acesso ao sistema corporativo, evitando que hackers encontrem brechas na segurança.

  • EDUCAÇÃO E TREINAMENTO DA EQUIPE

O despreparo dos funcionários é uma das principais causas que desencadeiam os vazamentos de dados e, portanto, a disponibilização de treinamentos, workshops, palestras e demais ações que visem conscientiza-los a respeito da importância da manutenção da privacidade das informações e ajudem na redução de erros e identificação de ameaças é fundamental para que o time permaneça alinhado, dificultando cada vez mais o sucesso de possíveis ataques virtuais que a empresa pode sofrer.

  • GESTÃO DE RISCO

O departamento de Tecnologia da Informação é o responsável por fiscalizar a segurança das informações coletadas e armazenadas pela empresa. Tendo esse cenário em mente, o setor deve realizar a gestão de risco e também propor alternativas e demais soluções visando a prevenção de eventuais problemas.

Toda corporação sujeita à LGPD possui um Data Protection Officer, que é um funcionário (geralmente da TI) encarregado da proteção de dados que faz toda a comunicação entre o controlador das informações, os titulares (usuários) e a autoridade regulamentadora nacional.

Além de gerar reações negativas à imagem da empresa, um vazamento de dados impacta expressivamente também a vida financeira da corporação, pois essa situação de crise demanda respostas e reparos rápidos do sistema afetado – gerando mais custos do que se fosse praticada uma política de prevenção – além das multas que a exposição acarreta, já que houve a quebra do direito de privacidade dos clientes.

A TAVTEC Tecnologia está apta a auxiliar toda e qualquer empresa que precisar de auxílio. Não importa o segmento e nem a área de atuação, pois mais especifica que seja, somos seu Amigo Virtual. Conte com nossa experiência e eficácia nos resultados.

 

 

INOVAR não tem IDADE

 

Autor: Marcus Mendonça

 

 

Inovar é a palavra em voga nos dias de hoje, se formos ao dicionário veremos que inovar significa que seria realizar algo novo ou que nunca havia sido feito antes; produzir novidades: inovou a casa; uma empresa que está sempre inovando. Inovação é algo que denota idade? Inovar é fadado apenas aos jovens?  O Nosso país tem uma cultura que novas ideias vêm de cabeças mais jovens, frescas e sem medo de arriscar, mas eu digo que tudo isso é atemporal, tudo isso independe da idade e sim da característica da pessoa.

A idade física não representa o que a pessoa é em sua idade empreendedora, pessoas jovens podem inovar bem menos do que pessoas com mais de 40 ou 50 anos, mas como saber quem é inovador? Inovador é o empreendedor com um brilho no olhar, inovador é aquele que não desiste perante uma pedra no caminho, inovador é aquele que pensa fora da caixa, inovador é aquele que pode ser aquela centelha que uma empresa precisa, ou até mesmo uma startup, um microempreendedor individual por exemplo com uma ideia revolucionária poderia ser um grande realizador de uma inovação, óbvio que tudo precisa de uma maturação, de um tempo certo, de um apoio, inovação é um conjunto de alicerces que devem ser colocados em conjunto, mas nenhum deles se restringe a idade do inovador.

Mas, vamos mais a fundo nesta ideia: Quando uma pessoa é entrevistada ela deve ser entendida pela sua capacidade de querer, e não pelo seu tempo de vida, se os recrutadores forem logo pelo tempo de vida eles podem perder a centelha que pode mudar uma empresa, ideias como vimos independem da idade física, mas muito da sua construção mental, da sua capacidade de criar e evoluir, tivemos na história vários exemplos de pessoas com uma idade avançada, de acordo com o mercado, e que mudaram o mundo e conceitos, imagine se eles se tivessem na mente que inovar é para jovens? Não teríamos pessoas como:

Henri Nestlé – Nestlé – Inventou a Farinha Láctea aos 52 anos.

Joseph A. Campbell – Sopas Campbell’s – Abriu a primeira fábrica aos 52 anos

John Pemberton – Coca-Cola – Inventou o refrigerante aos 55 anos.

Charles Flint – IBM – Criou o grupo de tecnologia aos 61 anos.

Harland Sanders – KFC – vendeu a primeira franquia aos 62 anos.

Ray Kroc – McDonald’s – Instalou a rede de fast food aos 52 anos.

O Mundo precisa de ideias, e de ideais, o processo criativo pode vir de pessoas que já experimentaram de tudo e que com isso amadureceram. por isso devemos sempre levar nossos sonhos adiante, devemos sempre trazer para a luz tudo que achamos que pode mudar nossa vida e provavelmente a vida de todos. Uma vez disse Disney, que foi um grande visionário e inovador em todos os momentos da sua vida, que toda a ideia tem 100% de fracasso se ela fica apenas no papel, e concordo com isso, por isso não se prenda na sua idade, se agarre na sua ideia.

Portanto podemos dizer sem medo de errar, que inovar é sim para jovens, mas jovens de espírito, que na idade nada fala, mas que na atitude e na força criativa geram um ecossistema muito mais evoluído.

deixo aqui uma frase final: SER JOVEM É SER UM POÇO DE IDÉIAS.

Ponha em prática tudo o que aprendeu, ponha em prática sua capacidade de inovar. Seja um inovador de 40, 50, 60, 70 e além.